Representantes dos funcionários do Banco do Brasil marcaram, para esta sexta-feira, 10, uma nova rodada de negociação com o banco para discutir o modelo assistencial e proposta de equilíbrio e sustentabilidade financeira para a Cassi.

Na mesa, será debatida a necessidade de implantar o modelo assistencial de atenção integral à saúde e a sustentabilidade financeira da caixa de assistência. Os representantes dos trabalhadores vão insistir na proposta apresentada pelas entidades em reuniões passadas que prevê aporte financeiro, garantia de atendimento à saúde no pós-laboral, manutenção do modelo de custeio solidário e que os associados não sejam os únicos a arcarem com o desequilíbrio financeiro da Cassi.

O modelo atual é considerado inviável em razão da elevação de custos médico hospitalares e o não acompanhamento dos salários e benefícios de aposentadoria no mesmo ritmo, além de uma política de atendimento reativa à doença, comprovadamente onerosa.

“Defendemos o modelo de atenção integral à saúde que é preventivo, baseado no médico de família, como no Reino Unido, Canadá e Holanda, que dão o primeiro atendimento antes de buscar o especialista. A prevenção inclui mais medidas que podem reduzir os casos de adoecimento precoce, doenças crônicas e ainda intervenções evitáveis que têm custos elevados e nem sempre são a melhor alternativa para tratamento. Financeiramente, precisamos de solução para o déficit e aporte de R$ 150 milhões para investimento no projeto piloto com garantia firme de que será investido no modelo.” afirmou Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e coordenador da COE do BB.

Na negociação, também serão cobradas respostas aos questionamentos feitos no dia 9 de junho sobre a proposta do banco, que tem elementos que dificultam a construção de uma solução. Um dos problemas é o risco dos futuros aposentados ficarem sem a cobertura em relação à saúde, ou que futuros déficits onerem exclusivamente os associados com cobrança por idade e dependentes, o que significaria a quebra da solidariedade. Outro questionamento é a possibilidade de aporte pelo banco e recálculo do percentual de contribuição pelo banco enquanto o funcionário está na ativa para garantir o atendimento quando ele estiver aposentado.

“A unidade das entidades e dos trabalhadores é fundamental. Vamos manter a pressão de forma unificada para garantir que o Banco do Brasil apresente uma proposta melhor”, concluiu Wagner.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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