Em rodada de negociação específica realizada nesta terça-feira ,26 de julho, entre os representantes dos funcionários do Bradesco e o banco, foram debatidos temas relacionados a saúde e condições de trabalho.

No período da manhã, foi discutida a questão do retorno ao trabalho. O assunto faz parte de um acúmulo de discussões feitas anteriormente para a construção de um documento e um possível acordo com o Bradesco. A preocupação dos bancários com o tema está relacionada ao fato de que, quando o trabalhador adoecido precisa voltar ao local de trabalho, ele não se sente acolhido pelo banco e os gestores não sabem lidar com a situação.

Durante os debates, vários pontos foram abordados, como a garantia de participação e acompanhamento do programa pelo movimento sindical, bem como o conhecimento de onde estão e quem são estes trabalhadores. Os representantes dos funcionários questionaram o banco também sobre a jornada do trabalhador que retorna, se será feita de forma gradativa, assim como a cobrança por metas.

Outro ponto levantado pelos trabalhadores foi o de que o programa seja de caráter voluntário e de que somente os funcionários que estão de alta do INSS, e que não estejam em processo de reabilitação, possam fazer parte do mesmo. Para ser melhor avaliada a viabilidade do programa, foi proposto ainda que sejam realizadas reuniões semestrais.

Diante do que foi discutido, o Bradesco ficou de verificar a questão com as áreas ligadas ao tema e o grupo de trabalho (GT) dará continuidade ao assunto em negociação futura.

Cláusula 57

Já durante a tarde desta terça-feira, 26, as discussões tiveram como pauta o desenvolvimento de programas para a melhoria contínua das relações de trabalho nos bancos, previstos na cláusula 57 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários.

O Bradesco fez uma apresentação aos membros do grupo de trabalho sobre as questões que acredita que contemplam as premissas desenvolvidas na cláusula 57, que são: comunicação, saúde e ambiente de trabalho. Os representantes do banco também discorreram sobre a incorporação dos temas nas soluções existentes, bem como criou um módulo específico para lideranças.

Dentro das soluções apresentadas pelo banco, se encontram cursos presenciais e a distância, contendo temas como saúde mental, comunicação, liderança, organização do trabalho, feedback, cartilhas sobre LER/DORT, técnicas de liderança, autogestão para líderes, entre outros temas.

Já no módulo específico para lideranças, o banco apresentou temas como capital humano, a importância da saúde para alavancar os resultados e sustentabilidade do negócio, desenvolver e cuidar das pessoas, a reflexão sobre o dia a dia, fortalecimento de vínculo e confiança entre outros.

Os representantes dos bancários destacaram que o trabalhador deve ser visto pelo banco não apenas como ferramenta para obtenção do lucro, mas sim como parte integrante do aprimoramento permanente do método de produção.

Os trabalhadores ressaltaram também a importância do grupo de trabalho para a discussão do tema, que trata dos principais problemas que afetam a saúde do trabalhador bancário, abordando desde as condições de trabalho até a forma de cobrança das metas.

Assim como no GT de retorno ao trabalho, uma nova data será marcada, em breve, para que se possa dar prosseguimento aos debates sobre a cláusula 57.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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