Foto: Contraf-CUT

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Representantes dos bancários do Bradesco se reuniram com o banco, no dia 15 de julho, sexta-feira, na Cidade de Deus, para a realização do Grupo de Trabalho (GT) sobre Ponto Eletrônico e Trilha. Na ocasião, os representantes dos trabalhadores conheceram o programa ‘Trilha’, que se encontra disponível na intranet do Bradesco. O diretor do Sindicato, Geraldo Rodrigues, representou Minas Gerais nas discussões.

O GT foi proposto em rodadas de negociações anteriores com o banco, tendo o objetivo de aprofundar o debate sobre os temas específicos.

Segundo o Bradesco, o Trilha faz parte da política de carreira no Bradesco, ligando várias áreas com o intuito de estimular a auto-gestão e o autodesenvolvimento do empregado. Fazem parte do programa cursos presenciais e a distância, que vão desde competências corporativas até o Treinet. Todos ficam disponíveis em um prontuário virtual do empregado, que forma critérios para concorrer a vagas e oportunidades nas áreas comerciais, administrativas/operacionais, técnicas e corporativas.

Ainda de acordo com o banco, o programa faz parte do Plano de Desenvolvimento Pessoal (PDI), e está acessível a todos. Para participar, o empregado deve se inscrever na área de afinidade, fazer os cursos, direcionar a área e cargo ao qual quer concorrer, além de incluir os cursos e certificados que já possui.

Quando o funcionário se inscreve para concorrer à vaga, não é necessária permissão do gestor. O banco também faz triagens e pode convidar o empregado para a seleção de vagas, quando considerar que o mesmo tem o perfil para a ocupação da vaga. Segundo o Bradesco, também é feito o ‘feedback’ para todos que concorrerem a vaga, tendo êxito ou não.

Apesar de ainda haver pouca difusão do programa nas agências e, por isso, pouca possibilidade de avaliação, os representantes dos bancários demonstraram sua preocupação em relação aos critérios de desempate, já que o processo se encerra com uma entrevista. Os trabalhadores cobraram objetivos mais claros para a ascensão na carreira e a construção de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) com regras transparentes.

Segundo os representantes dos funcionários, também há a preocupação de aqueles que não se efetivarem na vaga sofrerem perseguição no retorno à agência. Segundo o banco, os trabalhadores poderão, neste caso, utilizar os canais internos de denúncia. O Sindicato ressalta, também, que mantém seu canal de denúncia de assédio moral e que todos os abusos devem ser comunicados imediatamente.

Ponto Eletrônico

Em reuniões anteriores, foi cobrado pela COE que o ponto tivesse apenas um login por funcionário na estação/terminal de trabalho, vinculado ao Ponto Eletrônico.

De acordo com o banco, a previsão é que o projeto esteja rodando em todas as agências até 2017. As agências que eram do HSBC já começaram a receber os relógios de marcação de ponto iguais aos do Bradesco, e de forma gradativa está sendo preparada a integração total, que deve ocorrer até outubro.

“Há diferenças entre a marcação de ponto dos funcionários do Bradesco daqueles oriundos do HSBC. A preocupação não se refere ao sistema que será utilizado, mas sim sobre a real marcação da jornada de trabalho dos empregados, para que se possa evitar eventuais desvios”, alertou Geraldo Rodrigues, diretor do Sindicato.

Na oportunidade, os membros do GT puderam visitar e conhecer uma das cinco agências onde está sendo realizado o piloto. Foram feitos testes com o terminal e com o relógio de ponto dos empregados. Para os representantes do banco, o sistema se mostrou eficiente ao não possibilitar o login de mais de uma estação/terminal, e também em relação à marcação do ponto no relógio, que impede a abertura de terminal/ estação de trabalho após o funcionário passar o cartão para dar a saída ou almoço. O projeto prevê também alcançar os PABS e PA’ s.

Próxima reunião

A próxima reunião com o Bradesco ocorrerá no dia 26 de julho na sede do banco. Durante a manhã, será realizado o GT sobre Retorno ao Trabalho e, à tarde, os representantes dos trabalhadores debaterão a Cláusula 57 da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, que trata do Programa de Desenvolvimento Organizacional para a Melhoria Contínua das Relações de Trabalho.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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