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Foto: Jailton Garcia – Contraf-CUT

Durante mesa de negociação específica sobre emprego com o banco Itaú, nesta terça-feira, 21 de junho, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) cobrou do banco o fim das demissões e mais contratações. O balanço do banco do primeiro trimestre deste ano revela que, em doze meses, foram eliminados 2.902 postos de trabalho.

A funcionária do Itaú e diretora do Sindicato, Marilene Gualberto, que representou Minas Gerais na mesa, destacou que a luta por mais contratações é fundamental. “Além de exigir o fim das demissões e a contratação de mais bancários, queremos também discutir com o banco a situação do ramo financeiro. Hoje, existem mais de 30 mil trabalhadores que prestam serviços para o Itaú, mas não contam com os mesmos direitos da categoria bancária”, explicou.

Os representantes dos trabalhadores reivindicaram o fim das demissões por justa causa, pois muitas delas são reflexo da política desumana de cobrança de metas e do assédio moral. A COE cobrou ainda mais contratações, principalmente nas agências onde existem poucos funcionários, o que leva à sobrecarga de trabalho e compromete o atendimento à população.

Além disso, os trabalhadores denunciam que demissões abusivas vêm ocorrendo em decorrência de rigor excessivo no sistema de controle de ponto. Bancários, por exemplo, que ficam alguns minutos no local de trabalho após assinalar o fim da jornada estão sofrendo retaliações.

O Itaú ficou de analisar e se posicionar sobre estes e outros casos que têm levado trabalhadores a receber advertências por motivos considerados banais.

Outra questão cobrada pela COE foi que o banco analise as transferências unilaterais de bancários para locais distantes de suas residências. O fato tem gerado transtornos no convívio familiar e para funcionárias e funcionários que estudam.

Também foi destacada na reunião a redução no turnover, ocasionando com que muitos trabalhadores saíssem por pedido de demissão. Muitos deles foram para outros setores por meio do Centro de Realocação.

Na ocasião, o banco apresentou um quadro sobre a política de aproveitamento interno dos funcionários. A COE do Itaú reivindicou que o Centro de Realocação seja aprimorado e tenha como objetivo principal o de evitar demissões.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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