27/03/2012

 

A representação dos bancários do Itaú reuniu-se nesta segunda-feira, dia  26 de março  com representantes do Itaú, em São Paulo, para discutir o Plano de Saúde. O novo diretor de Relações do Trabalho do banco, Marcelo Orticelli, e integrantes das áreas de Relações do Trabalho e do Plano de Saúde representaram a instituição financeira na negociação.

Foto: Maurício Morais

Os representantes do banco fizeram uma apresentação sobre a estrutura atual do Plano de Saúde, médico e odontológico e comunicaram o reajuste no plano. Cerca de 12% dos funcionários da ativa, que fizeram up-grade ou que têm agregados no plano, tiveram um reajuste de 14,91% na média. Já os funcionários aposentados a partir de 1º de janeiro deste ano tiveram um aumento de até 39% de reajuste.

A representação dos funcionários criticou a postura do Itaú que, mais uma vez, comunicou um reajuste ao invés de negociá-lo previamente, prejudicando assim muitos dos seus funcionários da ativa e aposentados.

Os dirigentes sindicais, acompanhados de técnicos do Dieese, discutiram os números apresentados pelo Itaú. Os representantes dos funcionários protocolaram um documento solicitando uma série de informações sobre o Plano de Saúde, como quantidade de ativos, aposentados, assistidos, agregados, por faixa etária; sinistralidade por faixa etária; valor total das co-participações; dentre outros itens.

A negociação sobre o Plano de Saúde deve continuar em data a ser agendada para a primeira quinzena de abril.

Outros pontos, como a PCR (Participação Complementar nos Resultados), auxílio-educação e as questões relativas ao emprego no banco, devem ser tratados em reuniões específicas que serão agendadas também no mês de abril.

Para Kennedy Santos, funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, que representou a Fetraf-MG na mesa de negociação,  o reajuste nos planos de saúdes não valem para os empregados da base sindical do Sindicato de Belo Horizonte e Região, por força da liminar de ação judicial movida pelo Sindicato em 2010, garantindo as condições e características dos planos existentes no Itaú e Unibanco antes da fusão. “Os planos que serão reajustados, são para os contratados a partir desta ação judicial e para os demais sindicatos onde não existem ações coletivas semelhantes à do Sindicato de BH”, ressalta Kennedy.
 
 
Fonte: SEEBBH com Contraf-CUT

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