Em reunião realizada na quinta-feira, dia 22 de junho, na sede da Fetrafi-MG, representantes dos funcionários do Itaú e do banco debateram diversas questões referentes aos trabalhadores, como as demissões, plano de saúde, horário estendido, entre outras.

Representando os funcionários estiveram presentes diretores de diversos sindicatos da base da Federação. Já o Itaú foi representado por Marco Aurélio, superintendente de Relações Sindicais, Carlos Sobrinho e Simone Alves Dias, ambos da área de Relações Sindicais em São Paulo.

Demissões

Os trabalhadores cobraram o fim do processo de demissões que está em curso no Itaú. Os representantes dos bancários ressaltaram para o banco que, desde a fusão com o Unibanco em 2008, já foram demitidos mais de 20 mil trabalhadores e que, em cidades como Belo Horizonte e Ipatinga, têm ocorrido muitas demissões.

Os representantes do banco alegaram que, este ano, o Itaú tem um saldo positivo superior a 300 contratações em relação às demissões e que existe um grande número de bancários com até cinco anos de banco que pedem para sair do Itaú.

Os representantes dos funcionários ressaltaram que, diante dos lucros bilionários, não há motivo para demissões na instituição financeira e que a luta contra as demissões é permanente.

Plano de saúde dos aposentados

Mais uma vez, foi cobrada uma solução para o plano de saúde dos aposentados, que vêm sofrendo para conseguir arcar com os custos altos. Foi reivindicada uma reunião específica para buscar uma solução para esta demanda.

Horário estendido

Os representantes dos funcionários cobraram, também, que o Itaú padronize os horários de todas as agências, criando turnos de trabalho e acabando com a dupla jornada de funcionários. O banco informou que não haverá extensão de horário para outras agências e que, nos bairros, já há uma padronização.

Com relação aos shoppings, os representantes dos funcionários reivindicaram que o horário de atendimento seja de 10 às 18h com dois turnos de trabalho. Isto já acontece, por exemplo, em outros bancos no Shopping Del Rey em Belo Horizonte.

Porém, o Itaú alegou que o horário de 12 às 20h ocorre em função do horário de funcionamento dos shoppings.

Saúde

No tema da saúde, os representantes dos bancários fizeram várias denúncias. Entre elas, destacam-se: 1 – a dificuldade para se entregar ao gestor um atestado médico; 2 – a demora de envio do Kit Perícia e a informação do último dia trabalhado; 3 – a não emissão do CAT; 4 – a existência da readaptação presencial somente nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo; 5 – a Clínica não fazer um exame adequado do bancário; 6 – a não realização do Exame de Retorno ao Trabalho; 7 – o problema da demissão do bancário com problema de saúde tendo como referência somente o exame periódico, o que necessariamente não reflete o estado de saúde da pessoa; 8 – a dificuldade de acesso do bancário ao seu prontuário médico, o que é garantido por lei.

Os representantes do banco disseram que a criação do GT de Saúde junto aos sindicatos veio no sentido de buscar soluções para os vários problemas que ocorrem na questão da saúde. Segundo o Itaú, conforme reivindicação do movimento sindical, já está sendo desenvolvido um aplicativo para celular para que o bancário resolva com mais facilidade seu problema.

Além disso, os representantes do banco afirmaram que vão buscar melhorar o exame periódico e que existe um estudo sendo feito para criação de Sala de Saúde Ocupacional em vários estados. Sobre a não realização de Exame de Retorno ao Trabalho, afirmaram que isto é lei e que têm que cumprir. Também afirmaram que irão verificar por que a Clínica não está fazendo o exame adequado do bancário. Sobre o prontuário, disseram que basta o funcionário fazer uma carta para ter acesso a ele.

Diante da grande demanda da saúde, os representantes dos funcionários fizeram as seguintes reivindicações: 1 – realização do exame demissional em todas as demissões; 2 – entrega do prontuário médico ao bancário tempestivamente após o exame médico; 3 – emissão da CAT conforme a lei.

O Itaú ficou de dar um retorno sobre as reivindicações e também ficou acertado que, na segunda quinzena de julho, será realizada uma reunião especifica na sede da Fetrafi-MG sobre saúde.

Discriminação

Os representantes dos bancários denunciaram que funcionários que são reintegrados ou reabilitados vêm sofrendo discriminação. Em alguns casos, bancários são direcionados inclusive para cobrir férias de outros funcionários e acabam perdendo também suas carteiras de clientes.

Outra situação que ocorre é que o funcionário é lotado na USO e fica indo constantemente de uma agência para outra sem ter um local definido para trabalhar. O banco afirmou que já houve orientação para que isso não ocorra e que, diante da persistência do problema, a demanda será levada para diretoria, que vai fazer um levantamento dos casos.

Setor de Relações Sindicais

Os representantes dos funcionários voltaram a cobrar a manutenção do setor de Relações Sindicais do banco em Belo Horizonte. Os bancários ressaltaram que este setor atende bancários de todo o estado de Minas e da região Nordeste e que ele é imprescindível para a solução dos problemas cotidianos destes trabalhadores.

O Itaú afirmou que já foi decidido que as relações sindicais foram centralizadas em São Paulo e que há um canal exclusivo para resolver as demandas apontadas em Minas Gerais. A responsável por isso é Simone Alves Dias, da área de Relações do Trabalho em São Paulo.

O banco informou também que existem outros canais para atendimento e que isto será informado aos trabalhadores, além de se comprometer a fazer reuniões periódicas com os representantes dos bancários da base da Fetrafi em Minas Gerais para resolução de problemas que ocorrem no estado.

Homologações

Sobre o elevado número de homologações que não são realizadas (somente em Belo Horizonte foram 78 ocorrências entre setembro de 2016 e março de 2017), os representantes do Itaú disseram que, para uma empresa do porte do banco, é vergonhoso que ocorram tantos problemas. Segundo o banco, isto está relacionado à área de Operações e não à área de Relações Sindicais, que no caso de Belo Horizonte e região é quem fazia as homologações no Sindicato.

Os representantes do Itaú afirmaram que irão levar o assunto para a diretoria e buscar uma solução para o problema.

Plano de Saúde da ativa

Os representantes dos funcionários cobraram uma solução para problemas com a rede credenciada e a iniciativa do banco de não deixar mais o dependente que completa 25 anos ter a opção de continuar como agregado no plano. Isto tem gerado prejuízos para os trabalhadores e uma audiência do Plano de Saúde já está marcada para o dia 29 de junho em Belo Horizonte.

O Itaú alegou que a questão dos agregados vem de um entendimento do setor Jurídico do banco. Pelo lado dos bancários, os representantes afirmaram que existe uma ação em Belo Horizonte, desde 2010, já transitada em julgado, e que o banco não pode passar por cima de uma decisão judicial.

Diante da intransigência do Itaú, não restou outra alternativa a não ser aguardar o posicionamento do juiz na audiência do dia 29.

No que diz respeito à rede credenciada, foram feitas propostas pelos representantes dos bancários e que foram aceitas pelo banco. São elas: 1 – Criar um Grupo de Trabalho entre Sindicato e Fundação de Saúde Itaú para resolver problemas do plano; 2 – Fazer reuniões mensais; 3 – Buscar a ampliação da oferta de médicos em especialidades onde for apontado carência de profissionais; 4 – Buscar uma melhora contínua da rede credenciada e dos demais serviços do plano de saúde; 5 – Fundação dar retorno sobre algumas demandas já transmitidas pelo Sindicato dos Bancários de BH e Região.

Segurança

Foi reivindicada a colocação de portas de segurança nas agências das cidades de Congonhas e Desterro de Entre Rios. Estas agências são as únicas nestas cidades que não possuem o equipamento de segurança.

O banco ficou de passar a demanda para a área de segurança e dar um retorno sobre a questão.

CIPA

Os representantes dos bancários reivindicaram a eleição de CIPA na agência 1403 – BH João Pinheiro, tendo em vista que hoje ela conta com aproximadamente 100 trabalhadores. O Itaú ficou de verificar a possibilidade e dar retorno.

Audiências trabalhistas

Os representantes dos bancários denunciaram a presença constante dos GSOs e GRAs nas audiências trabalhistas onde os funcionários buscam direitos que não foram respeitados pelo Itaú. Isto tem trazido constrangimento para testemunhas que vão à audiência para falar o que acontece nos locais de trabalho.

O banco se comprometeu a verificar a situação junto ao seu Departamento Jurídico e dar um retorno.

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fetrafi-MG/CUT

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