Foto: Guina Ferraz/Contraf-CUT

Representantes dos funcionários do BB realizaram com o banco, na sexta-feira, 21, em Brasília, a primeira mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Perdas (Gedip), que é um instrumento utilizado pelo banco para regular a responsabilização pecuniária dos funcionários em caso de falhas em serviço.

Os funcionários do Banco do Brasil e diretores do Sindicato, Wagner Nascimento, que é coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários, e Helberth Ávila, que representa a Fetrafi-MG, participaram da mesa.

O tema da Gedip foi bastante abordado durante a Campanha Nacional dos Bancários e resultou na mesa temática, firmada no acordo coletivo. O objetivo da primeira discussão foi apresentar os questionamentos dos funcionários quanto ao caráter arbitrário da Gedip por desconsiderar formas de defesa e sempre haver responsabilização pecuniária.

Os representantes dos bancários apresentaram ao BB problemas no mau uso da ferramenta nos locais de trabalho, onde o risco do negócio é atribuído aos funcionários.

Desde que os primeiros debates foram realizados em meados de 2013, foram sugeridas algumas mudanças de redação na instrução e o banco alterou os limites da Gedip, assumindo os casos que envolvam valores até R$ 600,00. Essa alteração, dentre outras, contempla mais de 95% dos casos, segundo o Banco do Brasil.

Para Helberth Ávila, representante da Fetrafi-MG na mesa, é de extrema importância “que o banco reveja, de forma global, a concessão de oportunidade de defesa aos funcionários que forem interpelados em processos administrativos abertos pelo banco, tendo em vista que não há garantia de direito sem que haja chance de que aquele que for acusado de desvio possa se defender”.

Revisão

Os funcionários apresentaram a reivindicação de revisão dos processos conduzidos de forma arbitrária e sem chance de defesa, com a devolução dos valores. O banco informou que os processos já eram passíveis de recursos, mas se comprometeu a analisar os casos mais críticos que serão apresentados pelos sindicatos.

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários, Wagner Nascimento, destacou que as mesas temáticas são um instrumento essencial para o debate aprofundado de diversos temas e a Gedip é um assunto que traz muitos questionamentos. “Foi uma mesa importante, onde apresentamos os problemas apontados pelos funcionários e esperamos evoluir nas soluções. Os sindicatos farão novas reuniões com os funcionários para colhermos uma boa amostragem dos casos mais críticos envolvendo Gedip”, afirmou.

Ao final da reunião, os representantes dos funcionários cobraram do banco, ainda, pendências em relação ao acordo coletivo, como a normatização das substituições no PSO e o histórico de contratações. O BB informou que já foram convocados 950 funcionários e que vai orientar os PSO sobre a substituição, que deve ser desde o primeiro dia de ausência do gerente de serviços do PSO.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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