Foto: Paulo Flores – Contraf-CUT

 

Na primeira reunião de negociação desta sexta-feira, 29, entre o Banco do Brasil e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o banco afirmou estar disposto a negociar sobre os pontos de pauta apresentados pelos trabalhadores.

“Foi importante a disposição do banco de estabelecer um diálogo propositivo para chegarmos a um acordo que atenda às reivindicações dos funcionários. Nosso acordo coletivo contempla dezenas de direitos e conquistas de diversas campanhas salariais, incluindo temas de isonomia que precisam ser preservados”, afirmou o diretor do Sindicato e coordenador da CEBB, Wagner Nascimento.

Wagner ressaltou a importância da antecipação da entrega da pauta específica de reivindicações. “Neste ano, apresentamos nossas reivindicações com bastante antecedência e houve mais tempo para analisá-las. Isso permitiu que o banco avançasse nas nossas propostas e abrisse a possibilidade de assinar o pré-acordo para manter a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho e de manter a validade da convenção para todos os funcionários”, explicou Wagner.

Para a diretora do Sindicato e representante de Minas Gerais na CEBB, Luciana Bagno, na primeira mesa específica foi possível perceber a disposição do BB ao diálogo, o que já é um bom sinal. “Mas é importante que consigamos avançar em questões relevantes como garantir que os chamados ‘hipersuficientes’ sejam contemplados no nosso ACT, garantir os direitos até então conquistados e melhorar as condições de trabalho nas agências e unidades de negócios”, afirmou.

Mesas específicas

Para o acordo andar com mais celeridade, o banco propôs estabelecer mesas específicas para avançar nos debates sobre determinados temas, como segurança e saúde do trabalhador, teletrabalho e escritórios digitais.

Com relação à Cassi, o banco não aceitou debater o tema na mesa de negociações específicas da Campanha Nacional, afirmando que prefere que seja debatido no fórum específico da governança da Caixa de Assistência.

Os trabalhadores reafirmaram a proposta sobre a Cassi, aprovada no 29º Congresso dos Funcionários do BB, que é desconsiderada pelo banco. “Os representantes do banco alegam que precisam cumprir as resoluções da CGPAR e, por isso, não podem aceitar a proposta enviada pela Contraf-CUT”, explicou o coordenador da CEBB.

Wagner se refere à resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União, que trata das diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais em relação aos benefícios de assistência à saúde ao funcionalismo público e está sendo questionada judicialmente. A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) apresentou Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/2018) com o objetivo de sustar a resolução.

Economus

O banco abriu a possibilidade de debater a questão dos funcionários incorporados de outros bancos nas questões de saúde e previdência.

Outros pontos debatidos

O sistema de pontuação por mérito é outro ponto que o banco concordou em discutir. No entanto, estabeleceu que os funcionários cedidos ou requisitados para órgãos governamentais não serão beneficiados pela pontuação.

O banco afirmou estar disposto a retomar as homologações das rescisões de contrato de trabalho nos sindicatos, a ampliar o tempo de pagamento da Verba de Caráter Pessoal (VCP) e a atualizar a tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP) da Previ.

Por fim, o BB também estudará a regularização da situação dos funcionários que fizeram concurso específico para a área de TI que ainda não tomaram posse.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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