Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander entregou minuta de reivindicações ao banco no dia 3 de março

 

 

No segundo dia de negociação para a renovação do acordo coletivo específico do Santander, os representantes dos trabalhadores apresentaram propostas que atendem às necessidades dos bancários.

Durante a reunião, que ocorreu nesta quarta-feira, 4, os dirigentes sindicais de todo o país voltaram a cobrar pontos como a isenção de tarifa e linhas de crédito com condições diferenciadas para os bancários do Santander. O Sindicato participou da negociação representado pelo funcionário do Santander e diretor Davidson Siqueira.

Os representantes dos funcionários reforçaram que estão aguardando uma proposta que dialogue com os anseios dos trabalhadores do Santander e que todas as reivindicações apresentadas são factíveis. Especialmente para um banco que dobrou seu lucro nos últimos cinco anos e que tem uma alta rentabilidade graças ao esforço dos trabalhadores em atender as metas, por vezes abusivas, estabelecidas pela direção.

O banco ainda não sinalizou uma data para a retomada das negociações.

A minuta de reivindicações, elaborada com base na consulta realizada com os bancários, em janeiro e fevereiro deste ano, teve ampla participação dos trabalhadores e revelou um combo de reivindicações importantes que foram entregues para o banco na terça, 3.

Tarifas e linha de crédito

Uma das prioridades do novo acordo é garantir a isenção total de tarifas para os trabalhadores, visto que os funcionários do Santander no Brasil são os únicos, em mais de 150 países onde o banco está presente, a pagar tarifas. Em 2019, o banco lucrou R$ 18 bilhões apenas com tarifas – valor equivalente a duas vezes a folha de pagamento, incluindo a PLR.

Outra reivindicação diz respeito a linhas de crédito com condições diferenciadas para os funcionários. Em outras indústrias menos rentáveis, como a automobilística, por exemplo, é comum que os trabalhadores tenham condições vantajosas para acessar linhas de crédito. Ainda que a operação brasileira do Santander seja responsável por 28% do lucro global, os funcionários responsáveis por este resultado não têm qualquer tipo de vantagem.

“Cobramos que o Santander atenda às nossas justas reivindicações. O banco tem que respeitar os trabalhadores e reconhecer que os lucros são fruto do esforço diário de funcionárias e funcionários nas unidades de trabalho. Sendo assim, esperamos uma proposta digna para a renovação do nosso acordo coletivo aditivo”, afirmou Davidson Siqueira, diretor do Sindicato.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários

 

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