A Contraf-CUT enviou ofício no dia 7 de fevereiro às direções do Itaú, Bradesco e Santander pedindo reuniões em caráter de urgência para esclarecer dúvidas sobre dados dos balanços das três instituições financeiras e sobre os valores da PLR que serão distribuídos aos trabalhadores.

Segundo informação dos três bancos, parte dos funcionários poderão não atingir os tetos na regra da PLR. As reuniões contarão com a presença de técnicos do Dieese para a conferência de dados com os técnicos dos bancos.

Os representantes dos trabalhadores têm questionado as excessivas provisões para devedores duvidosos, que impactam de forma negativa a distribuição da PLR aos bancários. O Itaú, por exemplo, provisionou no ano passado R$ 24 bilhões para os atrasos superiores a 90 dias, o que representa quase o dobro do líquido de R$ 14 bilhões e um aumento de 20,6% em relação ao ano anterior, para uma inadimplência que no mesmo período cresceu apenas 0,1 ponto percentual.

Já o Bradesco separou R$ 13,9 bilhões de PDD, para um lucro líquido de R$ 11,3 bilhões, o que representa um incremento de 15,3% em relação a 2011 diante uma inadimplência superior ao ano anterior em apenas 0,2 ponto percentual.

E o PDD do Santander em 2012, de R$ 14,9 bilhões, é mais que o dobro do líquido (R$ 6,3 bi). Foi um aumento de 30,1% no PDD, enquanto a inadimplência cresceu apenas 1 ponto percentual.

 

Fonte: Contraf-CUT

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