Continua crescendo a adesão de bancárias e bancários ao movimento. Nesta terça-feira, 1º de outubro, cerca de 63% das agências, departamentos e centros administrativos da base de BH e Região paralisaram suas atividades. A categoria mostra toda a sua indignação diante da intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos públicos federais, que até hoje não apresentaram nova proposta para atender as reivindicações dos bancários.


Desta vez, a concentração foi realizada a partir das 11h30, em frente à agência do Banco do Brasil na rua Tamoios, esquina com rua Guarani, no centro de Belo Horizonte, quando foi instalada a Porta do Inferno para denunciar a situação infernal vivida pelos funcionários do Banco do Brasil. No mesmo local, às 13h, foi realizada assembleia que decidiu pela continuidade do movimento.

Os bancários do banco Itaú alcançaram uma importante vitória na Justiça, nesta terça-feira, 1 de outubro. A juíza da 36 Vara do Trabalho de Belo Horizonte indeferiu a liminar do famigerado interdito proibitório ajuizado pelo Itaú. Após analisar os documentos anexados aos autos pelo Itaú Unibanco, a magistrada Fabiana Alves entendeu que “não foi demonstrada no processo qualquer elemento que justificasse a concessão da medida requerida, não havendo qualquer violação à Lei de Greve”, razão pela qual indeferiu a liminar requerida.

Nesta quarta-feira, 2 de outubro, os bancários se concentrarão, a partir das 11h30, em frente a Superintendência Regional BH Sul da CAIXA, na avenida do Contorno, 5809, esquina com rua Grão Mogol, no bairro Sion. No mesmo local, às 13h, será realizada assembleia para discutir os rumos do movimento.
 O número de agências, departamentos e centros administrativos de bancos públicos e privados com as atividades paralisadas em todo o Brasil continua crescendo a cada dia. Segundo dados da Contraf-CUT, no dia 19 de setembro, o primeiro dia de greve, foram 6.145 dependências paralisadas em todos os estados e no Distrito Federal. Este número cresceu e chegou a 11.016 nesta terça-feira, dia 1º.

 A greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 19, após aprovação em assembleia realizada no dia 12 de setembro na sede do Sindicato. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem aumento real, foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

 Dentre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, o crescimento da greve mostra  a indignação dos bancários dos bancos privados, da CAIXA e do BB contra o desrespeito e intransigência dos banqueiros que até agora não apresentaram uma proposta que atendam as reivindicações da categoria. “A resistência das bancárias e dos bancários que hoje comemoram o décimo terceiro dia de greve é a demonstração da garra e da coragem desta categoria que tem a consciência que somente com muita luta iremos fazer valer os nossos direitos e garantir e ampliar conquistas”, ressaltou.

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