Empregados da CAIXA e entidades que defendem o banco público realizam, na próxima segunda, 13, um dia de luta contra as medidas de fatiamento – venda de ativos – e a retirada de direitos dos trabalhadores. A mobilização marca os 159 anos da instituição, que serão completados em 12 de janeiro.

A venda de áreas mais rentáveis do banco, como seguros e cartões, foi anunciada para este primeiro semestre de 2020. Além disso, o banco também prepara reestruturação em sua rede de varejo que poderá causar mais prejuízos à qualidade do atendimento, já precário devido à falta de empregados, com impacto na remodelação das funções. E prosseguem ameaças sobre o fundo de pensão e o Saúde Caixa.

“A manifestação do dia 13 é fundamental para tentar brecar o processo de privatização do banco, que ocorre a partir da venda de suas operações principais. Votei contra essas medidas, mas elas foram aprovadas pelos demais conselheiros, que são indicados pelo governo”, explica a representante dos empregados no Conselho de Administração, Rita Serrano. Para Rita, o governo já deixou claro a que veio. “Muito embora tenha afirmado que não pretende privatizar a CAIXA, na prática é o que está fazendo. Em 2019 o banco se desfez de ativos na ordem de R$ 15 bi, e os recursos não foram usados para investir no desenvolvimento ou no crescimento da empresa, mas sim para enviar ao Tesouro pagar juros da dívida pública. Aliado a essa medida, o banco tem hoje quase 20 mil empregados a menos”, aponta.

Em sua avaliação, o propósito do governo é de fato acabar com o patrimônio público. “Mas vamos resistir. Como empregados, também precisamos nos posicionar, esclarecendo a sociedade sobre os perigos que cercam o banco e suas consequências e defendendo nossos direitos”, orienta a conselheira, acrescentando ainda que é de “fundamental importância que as lideranças busquem a articulação de ações com prefeitos, governadores e parlamentares, pois estados, municípios e população sentem de perto o prejuízo causado quando não há um banco público para fazer investimento”, afirmou.

Campanha

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, também destaca que é momento de união tanto dos empregados quanto da população para defender o patrimônio brasileiro. “Só juntos conseguiremos impedir os ataques ao que é público e evitar a destruição de tudo que se construiu há anos. É hora de priorizar a mobilização em defesa do banco 100% público. O momento é de união para reafirmar as diretrizes da campanha #ACAIXAÉTODASUA, conduzida pelo Comitê Nacional em Defesa da CAIXA”, destacou.

“Não podemos deixar que vendam uma empresa de 159 anos com um papel significativo para o desenvolvimento do País”, reforça o vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto. A mobilização foi definida pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa). Seu coordenador, Dionísio Reis, também diretor da Fenae, orienta o empregado e quem defende o banco a vestir camisetas coloridas, usar bottons da campanha, tirar fotos com os colegas e postar nas redes a hashtag #ACAIXAÉTODASUA.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com a  Fenae

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