Está marcada para o dia 9 de agosto a primeira rodada de negociações específicas da campanha salarial 2012 dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Representantes dos bancários e da empresa se reunirão em Brasília para discutir os temas saúde do trabalhador e Saúde Caixa. Em seguida será realizada a segunda rodada, no dia 17 de agosto.

O calendário foi definido durante reunião de mesa de negociações permanentes ocorrida nessa segunda-feira, dia 30 de julho, em Brasília. Ficou decidido que as negociações específicas teriam de ser realizadas no mesmo período em que acontece a mesa unificada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Outras datas ainda serão agendadas de acordo com o andamento da campanha salarial.

Além da definição do calendário de negociações, a reunião tratou de importantes assuntos que têm afetado diretamente os funcionários da Caixa. Confira o que foi discutido:

GT Saúde
O Saúde Caixa tem sofrido alterações indevidas que ferem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Um exemplo dessas modificações inadequadas é a inclusão da regra de tempo mínimo para titularidade no plano do aposentado, que passa a ser de no mínimo 10 anos. Há um equívoco nisso, pois o ACT não prevê nenhuma restrição para a manutenção do direito ao empregado que se aposente em efetivo exercício.

 

Outra novidade, que também fere o acordo, é o item que diz que, no caso de funcionários casados em que ambos sejam empregados da Caixa, o titular deverá ser o de maior salário. Esse problema foi abordado na última reunião do GT, nos dias 28 e 29 de junho, em Porto Alegre, ocasião em que a Caixa ficou de verificar as irregularidades denunciadas. Mas, até o momento, não houve uma nova edição do normativo revogando esses dispositivos ilegais.
Substituição de empregados

A Caixa não vem permitindo a substituição do empregado que sair de férias ou se ausentar em unidades com dois assistentes de negócios. O resultado disso é o aumento na sobrecarga de trabalho que já é elevada.

Ranking por equipes

Os empregados vêm sendo expostos a situações de assédio moral em decorrência da estratégia de alguns gestores do “ranking de empregados”. Em muitas agências existem até as chamadas “galerias de notáveis”, com tabela de valores de venda de produtos.

 

Pressionada pela cobrança de providências para resolver esse tipo de problema, a Caixa informou que o ranqueamento não faz parte de sua diretriz administrativa, afirmando tratar-se, muitas vezes, de exageros por parte de alguns gestores.

Retaguarda nas unidades

Os funcionários estão enfrentando rotinas inadequadas e excesso de trabalho. Há casos de empregados, como os tesoureiros, que trabalham além de sua jornada, abrindo e fechando agências.

 

A Caixa reconheceu a carência de pessoal. As contratações, por exemplo, não ocorreram em quantidade suficiente para suprir sequer as 418 vagas com as quais a empresa havia se comprometido. A meta era de completar essas contratações até junho deste ano, prazo que não foi cumprido.

 

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