Bancários da Espanha conquistaram um acordo sobre o teletrabalho, válido nacionalmente e assinado por vários bancos, com garantia de manutenção dos empregos e direitos. O Santander foi um dos que assinaram o acordo, mas no Brasil promove demissões e se recusa a negociar sobre o tema.

O Brasil corresponde a 30% do lucro global do Santander e, mesmo assim, o banco desrespeita os trabalhadores. Em 2020, foram extintos 3.220 postos de trabalho, mesmo depois de o Santander assumir compromisso de não demitir durante a pandemia.

Dos três maiores bancos privados no Brasil, o Santander foi o único a não negociar um acordo de teletrabalho e está fazendo acordos individuais que resultam em prejuízos aos trabalhadores.

Acordo na Espanha garante emprego e direitos

O acordo nacional firmado na Espanha prevê, entre outras medidas, a manutenção dos empregos bancários, inclusive em casos de reestruturação. Prevê também a abertura de canais de negociação com os representantes dos trabalhadores em diversas situações.

No que diz respeito aos direitos dos trabalhadores, o acordo espanhol estabelece isonomia com os trabalhadores presenciais, respeito à jornada de trabalho e direito à desconexão. Entre vários outros pontos, prevê também que o trabalho remoto é voluntário e garante canais de comunicação entre bancários e suas entidades representativas.

“O Santander tem que respeitar os trabalhadores brasileiros. Basta de demissões, sobrecarga de trabalho e metas abusivas. Queremos negociar sobre estes temas e também sobre o teletrabalho, para garantir os direitos de bancárias e bancários que adotarem esta modalidade após a pandemia”, afirmou Wagner dos Santos, funcionário do Santander e diretor do Sindicato.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SPBancários

 

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