Foto: Contraf-CUT

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Nesta quarta-feira, 20, em São Paulo, representantes dos funcionários do Santander se reuniram pela sexta vez com a direção do banco para discutir a renovação do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O Sindicato participou das discussões representado pelo funcionário do Santander e diretor Wagner dos Santos.

Novamente, o banco não apresentou uma proposta concreta. Os representantes dos trabalhadores tinham a expectativa de fossem obtidos avanços na pauta de reivindicações dos funcionários, porém prevaleceu o impasse na mesa de negociação.

De acordo com os representantes do Santander, existe um impasse dentro da instituição financeira que precisa ser superado. Os trabalhadores reafirmaram que a postura é absurda e que o banco já está com a pauta de reivindicações há dois meses e meio, mas ainda não apresentou respostas aos trabalhadores.

Os representantes dos bancários reforçaram também que, apesar dos expressivos resultados positivos que o banco tem apresentado, os mesmos não estão se refletindo na valorização aos trabalhadores do Santander.

Campanha na mídia não condiz com a realidade

O banco tem veiculado na mídia a campanha “O que o Santander pode fazer por você hoje?”. Porém, na realidade não existe a preocupação sobre o que o Santander pode fazer pelos seus funcionários.

Ou seja, o mote não condiz com a verdade nem para os clientes e menos ainda para trabalhadores. O fato de não apresentar uma proposta concreta após várias mesas de negociação deixa isso claro.

Sem avanços

Os trabalhadores continuam sem respostas para os principais pontos da minuta de reivindicações. Entre eles, estão a majoração do valor da bolsa auxílio-estudo e a revisão de seus critérios de concessão, bem como o incremento no valor do pagamento do Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS).

Tempo de casa

Para os representantes dos funcionários, além de o banco não estar negociando seriamente a minuta de reivindicações, os trabalhadores seguem sendo pegos de surpresa com decisões unilaterais do banco, que implicam em retirada de direitos.

Um exemplo disso é o pagamento de dois salários ao trabalhador que completa 25 anos de empresa, que foi extinto sem nenhuma justificativa ao movimento sindical. Os trabalhadores afirmam que este é um importante benefício que valoriza os trabalhadores e tem pequeno impacto no resultado do banco.

Diante do impasse colocado na mesa de negociação desta quarta-feira, os representantes dos bancários afirmaram que a próxima reunião só deverá ser agendada quando o banco tiver efetivamente uma proposta concreta para apresentar aos trabalhadores. Eles cobraram que isso ocorra o mais breve possível, pois a categoria já se prepara para iniciar as negociações da Campanha Nacional 2016 com a Fenaban.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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