O Santander tem demonstrado, cada vez mais, seu descaso com os trabalhadores bancários. Após as demissões em massa promovidas no final de 2012, o banco não enviou representantes a duas audiências marcadas com o Sindicato, uma nesta segunda-feira, 7, no Ministério Público do Trabalho, e outra nesta terça-feira, 8, no Ministério do Trabalho e Emprego.

Na audiência da segunda-feira, 7, estiveram presentes o funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Odinei Silva, o diretor jurídico do Sindicato, Fernando Neiva, e o advogado da entidade, José Sávio de Almeida. O banco enviou apenas uma advogada terceirizada. Já na reunião desta terça-feira, 8, apenas o Sindicato esteve presente e o Santander não enviou qualquer representante.

Para o diretor jurídico do Sindicato, Fernando Neiva, a postura intransigente do Santander mais uma vez deixa claro que os bancos só se preocupam com seus lucros exorbitantes, desrespeitando aqueles que são os principais responsáveis pelo crescimento do patrimônio da instituição que são os bancários. “O Santander demitiu em massa e não deu qualquer satisfação à sociedade brasileira. E mesmo após os questionamentos do Sindicato, o banco manteve a sua postura intransigente e covarde de quem demitiu em massa e fugiu das suas responsabilidades. O Sindicato continuará lutando para defender os trabalhadores e tomará todas as medidas cabíveis para evitar este desrespeito, inclusive com ações judiciais”, afirmou.

No dia 18 de dezembro de 2012, o Sindicato paralisou 13 agências do Santander, na região central de Belo Horizonte, para protestar contra o desligamento dos funcionários. As demissões ocorreram sem justificativa e sem discussão prévia com o movimento sindical, deixando claro o desrespeito do banco para com os trabalhadores brasileiros, que são responsáveis por 26% dos rendimentos do banco no mundo.


Foto: Arquivo Sindicato

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