O Santander obteve, no Brasil, um Lucro Líquido Gerencial de R$ 8,992 bilhões nos primeiros nove meses de 2018, com crescimento de 24,9% em relação ao mesmo período de 2017. No trimestre, o crescimento foi de 2,8%. A rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado – ROE) ficou em 19,4%, com alta de 3,1 pontos percentuais em doze meses.

O lucro obtido no Brasil representou 26% do lucro global do banco, que foi de 6,042 bilhões de euros, com crescimento de 21% em doze meses. As informações são de uma análise elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base no balanço divulgado pelo Santander.

A alta do Lucro Líquido foi proporcionada, principalmente, pela entrada de crédito tributários no montante de R$ 2,8 bilhões, gerando um resultado positivo com impostos e contribuições de quase R$ 1,7 bilhão.

Mesmo com o crescimento no lucro e o aumento de 10,3% na receita com prestação de serviços e tarifas bancárias em 12 meses (totalizando R$ 12,5 bilhões), as despesas de pessoal, considerando a PLR, subiram apenas 3%, atingindo R$ 7,0 bilhões.

Isto significa que, apenas com o que arrecada com a prestação de serviços e cobrança de tarifas de clientes, o banco conseguiu cobrir 181% do total de despesas que tem com seus funcionários.

Emprego

A holding encerrou o 3º trimestre de 2018 com 47.836 empregados, com abertura de 1.102 postos de trabalho em relação a setembro de 2017. Entretanto, esta alta se deve à consolidação dos empregados da área de tecnologia, antes terceirizados pelas empresas ISBAN e PRODUBAN.

Em relação ao 2º trimestre de 2018, o saldo foi de 172 postos fechados. Foram abertas 21 agências em 12 meses, sendo 14 no trimestre.

Analisando os dados, se constata que o banco está reduzindo seu quadro de funcionários. Isto, somado à abertura de novas agências, leva a ainda mais sobrecarga de trabalho.

Carteira de crédito

A Carteira de Crédito Ampliada do banco teve alta de 13,1% em doze meses e 3,4% no trimestre, atingindo R$ 380,7 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 22,6% em doze meses, chegando a R$ 125,3 bilhões, impulsionado por crédito consignado (35,0%), cartão de crédito (22,5%) e crédito imobiliário (15,6%).

A Carteira de Financiamento ao Consumo, originada fora da rede de agências, somou R$ 47,3 bilhões, com crescimento de 20,7% no período. Do total desta carteira, R$ 39,1 bilhões (88% da carteira) referem-se a financiamentos de veículos para pessoa física, apresentando aumento de 20% no período.

Para o crédito pessoa jurídica houve crescimento de 3,5% em doze meses, alcançando R$ 125,8 bilhões. O segmento de pequenas e médias empresas cresceu 10,1%, enquanto o segmento de grandes empresas cresceu 1,1%. Desconsiderando-se o efeito cambial, observou-se queda de 7,2% nessa conta.

O Índice de Inadimplência superior a 90 dias permaneceu estável em 2,9%. Ainda assim, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) subiram 5,3%, totalizando R$ 9,5 bilhões.

Leia a íntegra da análise do Dieese.

Continuidade das negociações

A COE do Santander vai solicitar ao banco reuniões do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) e do Fórum de Saúde, conforme previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do banco. O objetivo é cobrar soluções para os problemas vividos pelos funcionários.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

Compartilhe: