Representantes dos funcionários do Santander se reuniram com o banco, na tarde desta segunda-feira, 9, para tratar da criação do “polo de atendimento” em Novo Hamburgo (RS). Os trabalhadores serão contratados pela empresa Toquefale e não farão parte da categoria bancária.

Para o movimento sindical, se trata de um caso clássico de terceirização. Os serviços serão realizados por trabalhadores sem os mesmos direitos e salários conquistados pelos bancários. Além disso, o Santander diz não ter as informações cobradas pelos trabalhadores sobre o número de postos que serão criados ou fechados. Com falta de transparência, o Santander alegou que ainda não tem com clareza o novo modelo de operação.

A representação dos trabalhadores também reclama da falta de diálogo do banco. A movimentação no novo “polo de atendimento” pode prejudicar milhares de funcionários e, por isso, é necessário ter informações claras para negociar a manutenção de empregos e direitos.

“O Santander lucrou R$ 9,8 bilhões nos nove primeiros meses de 2020, mas pretende arrochar ainda mais os trabalhadores, reduzindo salários e retirando direitos para aumentar ainda mais seus lucros”, criticou Mario Raia, representante da Contraf-CUT nas negociações com o Santander.

Além disso, o banco reduziu seu quadro em 4.335 postos de trabalho em 12 meses, de setembro de 2019 a setembro de 2020. De abril a setembro deste ano, demitiu 2.045 brasileiras e brasileiros.

As entidades representativas dos funcionários querem mais informações e já se mobilizam com os trabalhadores para cobrar a negociação sobre o tema.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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