O Sindicato participou de audiência de mediação com o Santander realizada nesta quinta-feira, 17, no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Brasília. O banco recusou a proposta dos trabalhadores de reintegração dos demitidos em dezembro de 2012 e de negociação prévia para futuras demissões.

O funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Davidson Siqueira, que participou da audiência, criticou a intransigência do banco. “Apesar da posição intransigente do Santander, continuaremos cobrando do banco um posicionamento sobre as demissões. Queremos discutir o emprego e vamos exigir que o banco ouça o movimento sindical antes de tomar suas medidas arbitrárias”, afirmou.

Sem negociação prévia

Representantes dos trabalhadores propuseram o estabelecimento de uma cláusula sobre redução de quadros com demissões coletivas, diante do compromisso firmado pelo banco na ata da mediação anterior, ocorrida no último dia 9, de que “não há nenhum plano de redução de quadros, com dispensa coletiva” e que “o seu turn over encontra-se dentro da média do segmento financeiro”. Pela proposta apresentada, o banco convocaria a Contraf-CUT para discussão de critérios quando esta ultrapasse a média do setor bancário.

No entanto, conforme registro em ata na mediação desta quinta, “o banco recusou a proposta de discutir previamente quaisquer demissões, bem como a proposta de reintegração. Reafirmou, ainda, que não efetuou demissão coletiva em dezembro e que não pretende iniciar processo de demissão coletiva”.

Os trabalhadores denunciaram que o banco demitiu 1.280 funcionários em dezembro e novas demissões ainda estão ocorrendo em janeiro.

Dúvidas

Os representantes do Santander reclamaram do levantamento do Dieese sobre rotatividade, feito a partir dos dados do Caged de 2011 e 2012 (exceto dezembro), conforme números fornecidos pelo banco para a Contraf-CUT após determinação da procuradora do MPT, Ana Cristina Tostes Ribeiro. Eles disseram que não foram consideradas 11 mil transferências entre agências ocorridas no ano passado, o que no entanto não havia sido informado pelo banco.

Os trabalhadores explicaram também que o banco tinha enviado os dados sem informar os tipos de desligamentos e que o pedido de informações remetido na última sexta-feira, 11, ainda não havia sido respondido, sendo que essa questão é um dos esclarecimentos solicitados em conjunto com o Dieese.

A procuradora do MPT determinou que o banco remeta detalhadamente por cada base sindical, até o meio-dia da próxima segunda-feira, 21, os números de desligamentos sem justa causa, pedidos de demissão e aposentadoria ocorridos entre janeiro e dezembro de 2012. Os trabalhadores pediram que fosse registrado em ata que a forma de envio dos dados não garantirá a exatidão das informações – o que somente se dará com a entrega do Caged aberto.

No mesmo prazo, o banco também deverá enviar os dados do Caged de dezembro do ano passado, com o total de admitidos e desligados.

Nova mediação dia 23

Nova e ampliada audiência de mediação, aberta à participação de sindicatos e federações, foi marcada pelo MPT para a próxima quarta-feira (23), às 17h, em Brasília.

Reunião preparatória

Antes da mediação, nova reunião das entidades sindicais será realizada no mesmo dia, às 14h, na sede da Contraf-CUT, nas dependências do Sindicato dos Bancários de Brasília, para preparar os debates com o banco.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Seeb Brasília

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