Decepção. Esse foi o sentimento dos representantes dos funcionários ao saírem da segunda rodada de negociação sobre o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), realizada nesta quarta-feira, 1, em São Paulo. O Sindicato esteve presente, representado pelos diretores Davidson Siqueira e Wagner dos Santos.

Depois de quase 20 dias da entrega da minuta, em 12 de maio, o banco compareceu ao encontro sem nenhum retorno às reivindicações dos bancários. Os trabalhadores avaliaram a atitude como desrespeitosa e sem justificativa plausível.

Alguns dos principais assuntos da reunião, que durou todo o dia, estão ligados à saúde, como as cláusulas 25 e 27, que tratam das políticas preventivas de saúde e condições de trabalho e do programa de retorno ao trabalho, respectivamente.

Os representantes dos trabalhadores reivindicam melhorias na política de entrega de atestados médicos, pois muitas vezes o empregado afastado tem dificuldade em protocolar o atestado em seu local de trabalho. Há casos, ainda, em que o banco não respeita o parecer médico apresentado.

Também foram entregues denúncias de que os bancários estão tendo dificuldades em conseguir cópia da avaliação medica, seja periódica ou demissional. No caso das demissões, há o agravante de o exame ser marcado para o mesmo dia em que o trabalhador é comunicado do seu desligamento. O banco alegou que o problema está sendo resolvido.

Além disso, o programa de retorno ao trabalho aplicado atualmente pelo banco não tem funcionado. Em muitos casos, o bancário retorna para o local de trabalho, mas permanece sem acompanhamento adequado e até sem função. Esta é uma das reivindicações dos funcionários para inclusão no acordo aditivo.

Tarifas

Também foram debatidas isenção de tarifas e redução de taxas de juros para os funcionários. Embora haja alguns pacotes especiais de tarifas, os representantes dos bancários entendem que estes deveriam ser gratuitos, uma vez que os trabalhadores são responsáveis pelo crescimento e altos lucros do banco.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha garante à mulher vítima de violência que se afastar por determinação judicial, de seu local de trabalho, a manutenção do seu vínculo trabalhista. A cláusula 20 da minuta reivindica que o salário e todos os demais benefícios também sejam assegurados.

Previdência complementar

Os representantes dos trabalhadores reivindicam ainda que o Banesprev seja responsável pela administração de todos os planos de previdência de seus funcionários no país. Ele é o único plano de previdência complementar que conta com representantes dos funcionários na gestão. A única exceção da clausula é o Bandeprev, que já conta com trabalhadores em sua administração.

Agora, os representantes dos bancários esperam que o banco apresente respostas às reivindicações na próxima reunião, marcada para o dia 8 de junho.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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