Foto: Jailton Garcia/ Contraf-CUT

A ausência de avanços durante as negociações desta sexta-feira, 14 de setembro, deixou claro que os funcionários do Banco do Brasil terão de fazer uma forte greve para fazer com que o banco atenda as suas reivindicações.
 
O BB manteve a postura intransigente e não apresentou proposta para o Plano de Carreira e Remuneração (PCR), para a jornada de seis horas dos comissionados nem para o Plano de Comissões (PC). E ainda afirmaram que não irão assinar o instrumento de combate ao assédio moral assegurado na Convenção Coletiva dos Bancários assinada com a Fenaban.

Para evitar que haja desconfianças relativas a não cumprimento de acordos feitos na mesa de negociação, os representantes do BB disseram que “todas as propostas que forem apresentadas estarão escritas no acordo”.

Poucos avanços

Na reunião desta sexta-feira, os representantes do BB se limitaram a apresentar três propostas: redução da trava de remoção dos funcionários da Central de Atendimento (CABB) de 24 para 18 meses, inclusão de padrasto, madrasta e enteados para ausências autorizadas e não abrir mão da comissão para concorrer para remoção automática para escriturários em outras dependências do banco.

A negociadora do banco afirmou que há outras propostas sendo analisadas e que só serão apresentadas quando forem confirmadas pela direção da empresa.

Os representantes do funcionalismo consideraram as três propostas positivas, mas insuficientes em função do conjunto de propostas que foram entregues ao banco.

 

Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e representante da Fetraf-MG na mesa da negociação, as propostas apresentadas pelo banco  revelam muito pouco do que se espera de propostas especificas dos funcionários do BB.
?Faltam respostas concretas sobre carreira de mérito para caixas e escriturários, jornada de seis horas,  melhoria no PCR e nas condições de trabalho, envolvendo proteção contra descomissionamento. Os funcionários do BB nunca sofreram tanto assédio para cumprimento de metas como agora e isso tem refletido nas manifestações de intenção de greve que esse segmento tem feito junto ao Sindicato. O pior para o funcionário neste momento é que se ele não fizer greve corre o risco de ser descomissionado por qualquer outro motivo. Por isso, é que todos os comissionados devem se unir e fortalecer a greve a partir de terça-feira?, afirmou.

 

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