De acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada nesta segunda-feira, 25, pela Contraf-CUT, nos três primeiros meses de 2016, houve fechamento de 2.454 postos de trabalho nos bancos em todo o país. A análise por setor de atividade econômica demonstra que os “Bancos múltiplos, com carteira comercial”, que englobam grandes instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, juntamente com a CAIXA, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo.

Doze estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, com 1.613 cortes (65,7% do total) e no Rio de Janeiro, com 570 cortes (23,2%). Os estados com maiores saldos positivos foram Pará e Pernambuco, com geração de 89 e 71 novos postos de trabalho bancário, respectivamente. Apenas as regiões Norte e Nordeste apresentaram saldo positivo de janeiro a março desse ano.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os Bancos Múltiplos com Carteira Comercial fecharam 2.035 postos de trabalho. Desse total, a CAIXA respondeu pelo corte de 449 postos.

Desigualdade entre homens e mulheres

As 2.855 mulheres admitidas nos bancos nos três primeiros meses de 2016 receberam, em média, R$ 3.050,52. Esse valor corresponde a 76,5% da remuneração média auferida pelos homens contratados no mesmo período, que foi de R$ 3.986,98.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é mais acentuada no desligamento. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos em janeiro e março recebiam R$ 5.428,21. Isto representou 70,3% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos no mesmo período, que foi de R$ 7.722,68.

Faixa etária

Os bancários admitidos no período analisado concentraram-se na faixa até 29 anos, com saldo positivo de 1.527 postos. Por sua vez, nas faixas acima dos 30 anos o saldo foi negativo em 3.981 postos de trabalho.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Dieese

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