Desde o surgimento do primeiro caso de coronavírus no Brasil, o Sindicato e o Comando Nacional se articulam para defender a saúde de bancárias e bancários. A categoria foi a primeira a reagir e pressionar o setor patronal, nacionalmente, para que fossem adotadas medidas de proteção contra a Covid-19.

Além de participar das negociações diárias, o Sindicato acompanha a situação das unidades de trabalho em BH e região e atua, prontamente, para combater o descumprimento do que foi acordado e proteger a saúde de funcionários, clientes e usuários dos serviços dos bancos.

A ação rápida permitiu a implantação de medidas importantes nos bancos antes da explosão da epidemia no Brasil. Sem a cobrança dos trabalhadores, as instituições financeiras poderiam ter mantido a normalidade e piorado a disseminação do vírus em todo o país.

Em negociação realizada no dia 28 de abril, o Comando Nacional dos Bancários conseguiu o compromisso dos bancos de que nenhuma alteração será feita nas atuais medidas sem negociação prévia com os trabalhadores.

Sendo assim, o Sindicato alerta que qualquer situação que coloque em risco a vida dos trabalhadores ou descumpra os acordos feitos com os bancos deve ser denunciada imediatamente. Bancárias e bancários podem entrar em contato com o Sindicato pelo telefone (31) 3279-7800 ou utilizar o serviço Fale Conosco.

Veja o que foi feito até agora em defesa da categoria:

  • Após a confirmação do primeiro caso no Brasil, no dia 26 de fevereiro, o Comando Nacional dos Bancários entrou em contato com os bancos para exigir que fossem seguidas todas as medidas de limpeza e higiene nas unidades.
  • No dia 12 de março, um dia após declarada a pandemia pela OMS, as entidades sindicais cobraram a criação de um Comitê de Crise com a participação dos trabalhadores e dos bancos. Ele foi criado no dia 16 de março, iniciando as negociações permanentes para instituir medidas de proteção.
  • Após cobrança do Comando Nacional dos Bancários, o Banco Central autorizou, no dia 19 de março, a flexibilização dos horários e o contingenciamento nos bancos.
  • Em março e abril, após pressão dos trabalhadores, bancos privados como o Itaú, Santander e Bradesco suspenderam as demissões no período de pandemia.
  • Mais de 250 mil bancários de todo o país estão trabalhando em regime de home office.
  • Aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para as agências, como máscaras de tecido e de acetato, a disponibilização de álcool em gel e a instalação de painéis de acrílico nos guichês de atendimento.
  • Redução no horário de atendimento e contingenciamento do acesso às unidades, com controle da quantidade de clientes no interior das agências.
  • Realização de rodízio de funcionários em muitas unidades em todo o Brasil.
  • Antecipação da vacinação contra a gripe em vários bancos para proteger os trabalhadores.
  • Antecipação do 13º salário, em alguns bancos, para amenizar os efeitos da crise na vida de bancárias e bancários.
  • Suspensão das demissões em bancos privados como Itaú, Bradesco e Santander.
  • Combate permanente aos efeitos das MPs 927 e 936, editadas pelo governo Bolsonaro e que podem causar prejuízos aos trabalhadores.
  • Cobranças diárias para que o poder público atue contra as aglomerações em frente às agências, principalmente da CAIXA durante o pagamento do auxílio emergencial.
  • Também para combater as aglomerações, luta pela descentralização do pagamento do auxílio emergencial e para que a CAIXA e o governo federal promovam campanhas para informar a população corretamente sobre o benefício.
  • Denúncia de abusos e combate às tentativas de afrouxar as medidas de proteção em bancos como a CAIXA e o Santander.
  • Encaminhamento de ofício à CAIXA, no dia 7 de maio, contra a abertura das agências aos sábados.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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