O Sindicato protocolou nesta segunda-feira, 13 de março, correspondência solicitando que a direção do Mercantil do Brasil reveja o pagamento da PLR 2016 destinado aos seus funcionários. Os trabalhadores foram surpreendidos com valores mínimos, que não chegaram, na maioria dos casos, a R$ 100.

No documento, o Sindicato solicitou que o Mercantil levasse em conta o lucro obtido pela holding Banco Mercantil do Brasil e Banco Mercantil de Investimentos. Juntas, as duas empresas lucraram mais de R$ 31 milhões em 2016, o que aumentaria, substancialmente, os valores de PLR a serem recebidos pelos bancários.

Em seu balanço de 2016, o Mercantil do Brasil anunciou que obteve lucro de R$ 18 milhões. Atualmente, o banco conta com cerca de 190 postos de atendimento e mais de 2.700 funcionários. Já o Banco Mercantil de Investimentos (BMI) lucrou R$ 13 milhões no mesmo ano, contando com apenas sete funcionários e uma unidade de negócios, o que mostra uma desproporcionalidade colossal entre as duas empresas. O Banco Mercantil do Brasil também injetou mais de R$ 43 milhões no BMI em 2016, o que, naturalmente, pode ter impactado negativamente o lucro do banco em benefício do lucro do BMI.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil do Brasil e diretor do Sindicato, o banco deve uma explicação plausível aos trabalhadores em relação à desproporcionalidade dos lucros e o não recebimento de valores de PLR compatíveis com a luta e a dedicação diária dos funcionários. “A percepção de valores de PLR levando em conta o resultado da holding, R$ 31 milhões em 2016, traria mais alívio e valores de reconhecimento aos funcionários do Mercantil do Brasil. Já encaminhamos toda a documentação ao Departamento Jurídico do Sindicato para defender esta tese de recebimento levando em conta o lucro da holding”, explicou.

Já Vanderci Antônio, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, destacou que “não havendo negociação, o caminho será a Justiça do Trabalho. O Departamento Jurídico do Sindicato já foi acionado e entende que nossa reivindicação é justa e legítima”.

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