O Sindicato dos Bancários de BH e Região se reuniu com o Mercantil do Brasil, nesta quinta-feira, 22, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), para denunciar os constrangimentos provocados pela revista de bolsas e sacolas de funcionários lotados em agências e PAAs. A prática do banco tem causado insatisfação nos trabalhadores.

Os trabalhadores foram representados pelos funcionários do Mercantil e diretores do Sindicato, Marco Aurélio Alves e Vanderci Antônio da Silva, além do advogado Sávio Leite. Já a direção do banco foi representada pelo superintendente de RH, Márcio Ferreira, pelo superintendente de Segurança, Marco Antônio Campos, e pelo advogado Guilherme Duarte.

Para implementar a medida, o Mercantil ignorou os funcionários e também as representações sindicais, que em nenhum momento foram consultados. A ordem veio por meio de uma audioconferência, sem obedecer aos preceitos da CLT, que rege o assunto. A lei determina que, dentre outras questões, as revistas diárias devem ocorrer com cuidados e limites, sempre respeitando a intimidade, a honra e a imagem dos empregados.

Questionado na reunião, o banco admitiu que implementou o procedimento de segurança para prevenir e evitar casos de assaltos e sequestros de trabalhadores. Porém, segundo o Mercantil, a apresentação de bolsas e volumes por parte dos funcionários de agências e PAAs é espontânea, não sendo imposta não exigida.

Diante da justificativa do banco, o Sindicato e a delegada regional do Trabalho exigiram que o procedimento de segurança, intitulado “Saída Segura”, seja uniformizado. Foi solicitado que o banco especifique os critérios empregados nas revistas, com a elaboração de documento para distribuição a todos os funcionários envolvidos, a fim de se evitar interpretações diversas que possam gerar constrangimento aos trabalhadores.

Ficou agendada, para o dia 14 de março, uma reunião direta entre o Sindicato e o Mercantil para tratar de segurança bancária. Já no dia 22 de março, o banco deverá apresentar formalmente o documento acordado à SRTE-MG para a conclusão do processo de mediação.

Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, destacou que a entidade sempre cobrará do banco políticas que tragam mais segurança e qualidade de vida para funcionários, clientes e usuários “Nossa cobrança veio no sentido de que os procedimentos de segurança adotados sejam bem esclarecidos e uniformizados, a fim de se evitar distorções e discriminações entre os trabalhadores, como foi o caso da verificação de bolsas e volumes praticada pelo Mercantil”, afirmou.

Para Vanderci Antônio da Silva, também funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, o banco tem que aprender a ouvir mais os anseios e opiniões de seus funcionários e clientes em relação à segurança bancária. “Do modo intempestivo como foi implementado, o procedimento de segurança mais confundiu que esclareceu. Por isso, é fundamental que o banco seja objetivo e que elabore um documento para ser distribuído e aprovado entre os trabalhadores”, ressaltou.

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