Em reunião realizada no dia 21 de dezembro, na sede do Sindicato, o presidente da entidade, Cardoso e os diretores Leonardo Marques, Carlos Augusto (Mosca), Welington Cruz Marinho, Maristela Miranda e Wander Garcia cobraram do representante de RH do Bradesco, Geraldo Gandro, soluções para as questões que atingem diretamente os bancários. Entre elas estão a falta de segurança, os procedimentos incorretos do banco em relação aos casos de assaltos nas agências, as demissões de funcionários vítimas de violência, férias irregulares e uma solução para a reestruturação do Pólo BH.

Segurança

Mais uma vez, o Sindicato denunciou a grande vulnerabilidade das agências do banco em relação à segurança, principalmente nas unidades recém-inauguradas que não possuem portas com detector de metais, biombos e circuito fechado de TV. Diversas agências do banco continuam sem dispositivos de segurança, como são os casos das agências de Caeté, Centro-BH, Ibirité, São Joaquim, em Contagem, Sarzedo e Sete Lagoas, além das outras 300 novas unidades que ocuparam o lugar do antigo Banco Postal. O Sindicato cobrou a instalação imediata de dispositivos de segurança nesses locais evitando assim que a vida de funcionários, clientes e usuários seja colocada em risco. O Sindicato também exigiu do Bradesco a emissão do CAT (Comunicado de Acidente do Trabalho) em caso de assalto, sequestros e outras violências contra os bancários. Isso porque apesar dos vários registros de sequestros de bancários e de seus familiares nos últimos meses, o banco não vem cumprindo as exigências legais de emissão do CAT, não dá acesso as vítimas ao Boletim de Ocorrência, não providencia o afastamento dos bancários vítimas de violência, não faz o acompanhamento médico psiquiátrico/psicológico para toda a família, além de não assumir o pagamento, se necessário, dos medicamentos, inclusive para toda a família, nos casos de assaltos e sequestros.

Não às demissões
O Sindicato também cobrou e o Bradesco ficou de oferecer imediatamente uma solução em relação à atitude truculenta de seus diretores regionais que vêm realizando demissões imotivadas de bancários vítimas de assaltos ou que tiveram suas famílias sequestradas.

Direito aos 30 dias de férias

Outra exigência feita pelo Sindicato durante a reunião é que o Bradesco solucione a questão da irregularidade das férias dos funcionários. Principalmente a dos gerentes que estão sendo obrigados a vender 10 dias dos 30 que possuem direito. O maior número de denuncias recebidas vêm das regionais BH Norte, BH Oeste e região do Barreiro. A obrigatoriedade da venda das férias vai contra a CLT , que garante o direito aos 30 dias de férias, sendo a venda de 10 dias opcional ao trabalhador. Após garantir que a coerção para a venda de 10 dias de férias não é uma orientação da direção do banco e que essa atitude será averiguada, o diretor do RH do Bradesco, Geraldo Gandro, se comprometeu a discutir a situação com o banco e dar retorno ao Sindicato.

Melhores condições de trabalho

Além disso, o Sindicato cobrou do Bradesco solução imediata em relação ao grande volume de trabalho que vem sobrecarregando os funcionários. Em consequência do grande número de demissões e dos pedidos constantes de desligamentos – devido à insatisfação com os baixos salários e à falta de incentivo, como o não-pagamento do auxilio-educação e da remuneração variável – as agências estão trabalhando com equipes cada vez menores para uma demanda grande de serviços.

Agência Pólo

O Sindicato voltou a cobrar do Bradesco solução para a reestruturação das atividades na agência Pólo BH. Em consequência da mudança no sistema de compensação de cheques em março de 2011, muitas funções foram extintas e a manutenção dos empregos em 2012 ainda não está garantida pelo banco. Em reunião realizada no dia 2 de março de 2011 para discutir o caso, os representantes do RH do banco assumiram o compromisso com o Sindicato de garantir os empregos no Pólo até o dia 30 dezembro de 2011.

Na reunião realizada no dia 21 de dezembro, os representantes dos bancários denunciaram outras irregularidades praticadas no Pólo, como o grande volume de horas extras, exigência de jornada de trabalho aos sábados através de comunicação em última hora e a falta de gerenciamento adequado na execução de serviços, deixando a grande maioria dos funcionários sob pressão constante. Foi exigido ainda do Bradesco a manutenção do adicional noturno para os bancários do Pólo que trabalhavam à noite e foram transferidos para o turno da manhã, pois há mais de dez anos esses funcionários vinham recebendo esse adicional. O Sindicato cobrou ainda que o banco disponibilize a cantina da unidade para que os funcionários possam almoçar no local. O diretor de relações sindicais do Bradesco, Geraldo Gandro, ficou de dar retorno ao Sindicato sobre todas as questões abordadas na reunião, mas até hoje não se posicionou.

 

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