Em reunião com o representante de Recursos Humanos e Relação Sindicais do Itaú Anderson Serra, no  dia 3 de novembro, o Sindicato, representado pelo seu presidente Cardoso e pelos funcionários do  Itaú e membros da Comissão Organizada dos Empregados do Itaú (COE-Itaú), Ramon Peres e Kennedy Santos, foi cobrado  do banco a não demissão dos funcionários lotados nos três Pabs dos Detrans,  localizados na Av. João Pinheiro-BH, na Gameleira e em Contagem-MG.

Nada menos que 22 empregados destes Pabs estavam correndo o risco de serem demitidos, devido a  extinção daquelas unidades. O Sindicato tem mantido contato com o RH do Itaú, exigindo a garantia de  emprego para os trabalhadores e a realocação de todos. Durante a reunião, o representante do banco  garantiu que “o fechamento das unidades será feito apenas no final de dezembro e que dentre os 22  empregados, 15 já estão com suas realocações garantidas. Quanto aos demais funcionários, a Gerência  de Suporte Operacioanal afirmou que buscará  novas unidades para eles”. O Sindicato vai acompanhar a  realocação de todos os trabalhadores cobrando a garantia de emprego.

Demissões e Assédio – Durante a reunião, o Sindicato denunciou que os bancários estão sofrendo muita  pressão da superintendência do segmento comercial e dos Gerentes de Suporte Operacional(GSO), que no intuito de cobrar metas abusivas e desempenho, têm agredido verbalmente  os bancários. As  reclamações são constantes. Os empregados afirmam que são chamados dentre outros termos, de  “mediocres” além de ameaçados de demissão por não terem atingido suas metas e acabam tendo seu desempenho prejudicado diante das ofensas e ameaças. Denúncias apontam que um gerente de agencia  (GA), que foi designado coordenador de equipe dos gerentes de outras agências, está praticando os  mesmos assédios e ameaças com os próprios colegas GAs. Os representantes dos bancários cobraram o fim do assédio moral e solicitaram reunião com os superintendentes da capital e da região 72  (interior), além dos GSOs que atuam na base do Sindicato. O Sindicato  exige o cumprimento da  Convenção Coletiva, que proíbe o assédio moral e a exposição dos nomes dos funcionários em rankings de produtividades.

Chefes de Serviços Bancários – Sobre o fim da função dos chefes de serviços bancários, o representante do banco afirmou que “a função não vai acabar, mas que algumas agências de pequeno porte já não têm mais o chefe de serviços”. Afirmou ainda que “as duas demissões que ocorreram recentemente foram motivadas por performance insuficiente”. Os representantes do Sindicato questionaram os métodos usados pelo banco para demitir os trabalhadores, já  que pelo menos um deles já atua na função desde a fusão com o Unibanco e somente agora é que o banco avaliou-o negativamente sem perfil para a função.

Fita de Caixa – O Sindicato voltou a cobrar melhorias nas informações da fita de caixa e ressaltou que os funcionários estão registrando diferenças elevadas sem condições de identificação de origem.
Apesar de o banco ter atendido parcialmente a solicitação da COE-Itaú, com a disponibilização do número da autenticação na fita da calculadora, a procura ainda é deficiente. O Sindicato vai pautar novamente este assunto nas próximas reuniões da COE-Itaú.

Desvio de funções – O Sindicato questionou o desvio de função dos Gerentes Operacionais e Chefes de Serviços que estão abrindo caixa para não perder o tempo da papeleta. Os bancários  que ocupam  estas funções reclamam que,  se abrem o caixa para não perder a papeleta, perdem pontos, mas se perdem a papeleta também perdem a pontuação do segmento, e que, diante de qualquer esforço para melhorar o atendimento, são penalizados pelo banco. Os caixas também estão sendo obrigados a vender produtos por telefone. O Sindicato reclamou do desvio de função e da inexistência da certificação deles junto a ANBIMA.

Piso Salarial do Gerente de Relacionamento Uniclass – O Sindicato cobrou o PCS-Plano de Cargos e Salários do segmento e enfatizou que os novos gerentes promovidos estão insatisfeitos porque  ficaram com salários abaixo do piso de R$ 3.054,00 (agosto/11), que foi garantido a todos os gerentes recém-admitidos na função.

Na opinião do funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ramon Peres, cada dia o Itaú solta um pacote surpresa que resulta em demissões. “O banco tem obrigação de garantir a promessa feita pelos seus donos durante a fusão em 2008 de não demitir. Se não fosse a intervenção do Sindicato, vários funcionários já estariam desligados. Foi preciso a nossa intervenção junto ao RH do banco para cobrar garantia de emprego para os empregados lotados nos Pabs dos Detrans, pois cada trabalhador já estava orientado a se virar e arranjar um lugar para trabalhar. Vamos continuar acompanhando para garantir que todos sejam realocados”, afirmou.

Apesar de lucro recorde de R$ 10,9 bi banco elimina 2.496 empregos

Mesmo apresentando o  lucro recorde de R$ 10,940 bilhões  entre os meses de janeiro e setembro de 2011 com alta  de 15,9% ante o mesmo período do ano passado, o Itaú demitiu 2.496 funcionários. 

Apesar de ter obtido o maior lucro da história entre os bancos brasileiros para o período ,  o banco demonstra  que não tem o mínimo de respeito para com aqueles que são os  principais responsáveis pelo crescimento do seu patrimônio.

Os dados do balanço revelam que em dezembro de 2010 o banco contava com 102.316 trabalhadores no Brasil, sendo que em setembro este número caiu para 99.820.
 

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