Foto: Leopoldo Rezende

Em reunião realizada com os representantes dos funcionários do Bradesco, no dia 22 de junho, na sede do Sindicato, a diretora de Relações Sindicais, Eduara Cavalheiro e o gerente do Corporate-BH, Aristônio Duarte garantiram a manutenção do emprego de todos os 51 funcionários lotados no departamento denominado Plataforma, que fica na agência Centro. O Sindicato foi representado na reunião pelos diretores Carlos Augusto Vascocelos (Mosca), Leonardo Marques, Fernando Neiva, Neemias Rodrigues e pelo diretor da Fetrafi Sebastião Eugênio.

Plataforma Corporate

Durante a reunião, o banco afirmou que 31 bancários serão remanejados para agências de varejo, preferencialmente próximos de suas residências, desde que haja vagas e que os outros 20 permanecerão no departamento que não será totalmente extinto. Os representantes do banco garantiram também que todos os funcionários que forem transferidos para outra agência ou departamento não terão prejuízo financeiro e que não haverá discriminação e nem assédio moral nos locais de trabalho. De acordo com os representantes do banco, essas mudanças ainda não têm data definida, mas devem ocorrer até o final deste ano.

Outros problemas abordados foram as promoções congeladas e os desvios de função, em que o funcionário assume mais responsabilidade, mas não há mudança de cargo e principalmente de salário. A diretora de Relações Sindicais Eduara Cavalheiro garantiu que as promoções não estão congeladas e que o banco não tem conhecimento dos problemas enfrentados pelos funcionários que estão tendo prejuízos com o desvios das funções, principalmente salariais. O Sindicato, no entanto, alertou a diretora sobre o assunto e ressaltou que o fato está ocorrendo em escala alarmante e, provavelmente, com a conivência dos gerentes regionais e principalmente do diretor regional.

O Sindicato lembra aos bancários que todos devem ficar atentos e caso sejam atingidos por essas medidas poderão mais tarde ingressar com ação na Justiça do Trabalho para recuperar o prejuízo causado pelo banco.

Saúde Bradesco

Quanto ao Seguro Saúde e Dental, os representantes dos bancários cobraram a ampliação do atendimento incluindo psicologia, psiquiatria e fonoaudiologia.

Denunciaram a situação crítica no Saúde Dental, em que praticamente todos os dentistas e clínicas pediram o descredenciamento. Os profissionais dentistas e clínicas especializada enfatizam que o Bradesco dificultou muito o pagamento e que o mesmo demora até 90 dias para recebimento, sendo que os valores praticados são muito baixos e a burocracia interna desestimula novas parcerias. O Sindicato cobrou uma solução rápida para o problema, pois os funcionários e seus dependentes estão sem atendimento e insatisfeitos. Será agendada uma reunião em São Paulo com o Superintendente Nacional da Seguradora do Bradesco e os sindicatos cutistas para solucionar esse impasse.

Agência Polo BH

Durante a reunião foram abordados ainda os problemas ocorridos na reestruturação de departamentos da agência Polo, em Belo Horizonte. Apesar de nas reuniões ocorridas nos dias 23 de dezembro de 2011 e 16 de fevereiro de 2012, o banco ter garantido a manutenção do emprego dos bancários, o gerente do Polo, Geraldo Magela, não vem cumprindo o acordo. Foram feitas recentemente sete demissões, e os funcionários estão apreensivos. O Sindicato exigiu da diretora de Relações Sindicais o cumprimento integral do acordo firmado com o banco em relação aos funcionários do Polo. O acordo firmado garantiu a manutenção do emprego e previa que apenas treze funcionários seriam transferidos para outras agências.

Auxílio Educação

Os representantes dos funcionários mais uma vez cobraram o pagamento do Auxílio Educação, que o banco insiste em não fornecer aos funcionários, apesar de cobrar uma boa formação profissional. Hoje, no sistema financeiro nacional, o Bradesco é o único banco que não assinou a cláusula sobre o auxilio educação, mostrando com isso uma atitude retrógrada e truculenta. O banco não valoriza seus funcionários, e prova disso é a quantidade de pedidos de demissão que vêm ocorrendo.

Segurança

Para encerrar a reunião os bancários denunciaram a falta de segurança nas agências. Apesar dos inúmeros assaltos, seqüestros e outros tipos de violências a que os bancários e seus familiares são vítimas, o banco não tem investido nem na segurança e nem no apoio psicológico e psiquiátrico aos funcionários e seus familiares. O Sindicato cobrou o fim das demissões de funcionários vítimas de assaltos e a emissão da CAT (Comunicado de Acidentes de Trabalho) para os bancários assaltados. O Sindicato também exigiu o cumprimento por parte do banco da Lei 10.200/11, que entrou em vigor em Belo Horizonte em 7 de junho do ano passado e que dispõe sobre instalação de biombos entre os caixas e o espaço reservado para a fila de espera.

 

 

 

 

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