Mais uma vez, o Itaú tratou bancárias e bancários com desrespeito ao ser cobrado sobre o processo agressivo de demissões que está em curso, se negando a dar respostas efetivas. O Sindicato se reuniu com representantes do banco nesta quinta-feira, 6, em mediação realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Belo Horizonte.

Durante a reunião, os representantes dos bancários denunciaram, mais uma vez, o grave processo de demissões que vem ocorrendo na base do Sindicato, que compreende Belo Horizonte e mais 54 municípios mineiros. Os trabalhadores destacaram que a denúncia ao MPT foi a única saída diante do grande volume de cortes nos postos de trabalho e da falta de respostas do banco.

O Itaú, porém, preferiu tratar a questão com descaso e disse não a todas as propostas apresentadas pelo Sindicato para minimizar o impacto das demissões. Para justificar o desrespeito, o banco alegou que já existe uma mesa entre a Contraf-CUT e a Fenaban que trata de realocação e requalificação profissional.

Para combater o agressivo processo de demissões, que ganhou força em outubro de 2016, o Sindicato vem atuando em diversas frentes, como a realização de atos e paralisações em agências na base de BH e região.

Além disso, no dia 22 de novembro do ano passado, a entidade protocolou um pedido de reunião junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para debater o tema. Em uma primeira reunião entre os representantes dos trabalhadores e do banco, foi definido um calendário de negociações. Porém o Itaú, de forma irresponsável, sequer analisou as propostas apresentadas pelos bancários.

Frustrada esta primeira tentativa, o Sindicato provocou o Ministério Público do Trabalho (MPT) para tratar do tema. Na primeira reunião, os representantes dos funcionários reafirmaram as propostas apresentadas e o Itaú se comprometeu em dar uma resposta em um prazo de 30 dias. Passado este período, o banco pediu a extensão do prazo por mais 15 dias.

Diante de mais uma tentativa frustrada de negociação, o Sindicato, atuando intransigentemente na defesa dos trabalhadores da sua base e também organizado em nível nacional, seguirá em luta contra as demissões. A entidade analisa todas as medidas cabíveis para combater o corte de postos de trabalho.

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