Foto: Arquivo Sindicato

 

Em reunião realizada no dia 20 de julho com representantes do Itaú RH-Relações do Trabalho/Sindicais, Romualdo Garbos (RH-SP), Brunno Cavalcanti (RH-RJ) e Luís Cláudio Padilha (RH-BH), o Sindicato representado pelo diretor jurídico Fernando Neiva, e os funcionários do Itaú e diretores do sindicato, Kennedy Santos e Luciana Duarte, novamente exigiu o fim definitivo das demissões em massa.

Quando o Sindicato se reuniu com o representantes do banco no dia 22 de junho, em São Paulo, o número de bancários demitidos totalizavam 15 sendo que na reunião realizada em Belo Horizonte no dia 12 de julho este número saltou para 33. Além disso, segundo denúncias feitas ao Sindicato, outros 51 funcionários da Rua Albita também seriam desligados, encerrando as atividades de toda a unidade (CPSA) a partir do dia 23 de julho.

Diante dessa situação, na reunião do dia 20 de julho o Sindicato deu um ultimato ao Itaú, deixando claro que não tolerará mais demissões e exigiu o funcionamento imediato do POC/Centro de Realocações, que até agora só ficou na promessa.

Durante a reunião do dia 12 de julho, o Sindicato registrou queixas de bancários que denunciaram a postura intransigente do superintendente “Gamaliel” que vem impedindo o funcionamento do POC. Segundo denúncias, “Gamaliel” tem protelado a ocupação das vagas até que o prazo expire e ela seja ocupada por alguém escolhido por ele.

Os representantes do Itaú ficaram de apurar esta denúncia e garantiram que irão cobrar de todos os gestores da região o funcionamento do Centro de Realocação, conforme divulgado pela área de Pessoas e informarão o resultado, retroativo à data do compromisso assumido pela direção do banco.

Garantiram também que as unidades que funcionam na Albita não serão todas extintas e que os funcionários que exercem atividades que se encerraram ou estão por se encerrar, poderão se candidatar no POC para realocação. Afirmaram ainda que naquelas áreas estavam ocorrendo demissões incentivadas.

Apesar de o Itaú afirmar que há disponibilidade de vagas para os funcionários das unidades da rua Albita, o Sindicato recebeu denúncia de que os bancários da Albita estão em desvantagem em relação a outros concorrentes que já trabalhavam em agências, o que tem causado um sentimento de enganação e humilhação. O autor da denúncia contou que ele havia sido desligado no próprio dia 20, juntamente com outros nove bancários um dia após concorrer para a vaga do POC sem qualquer avaliação de sua participação no programa de oportunidades do Centro de Realocação.

Outra questão discutida na reunião foi o novo horário de funcionamento de agências em shoppings. Os representantes do Itaú informaram que o projeto é experimental, mas deu certo em São Paulo e pode ser expandido para 40 agências em todo o Brasil, dentre elas, as duas da base do Sindicato dos Bancários de BH e Região. Informaram também que a jornada está sendo adequada junto aos bancários que concordaram com o novo horário, sendo que os funcionários que não quiserem permanecer na agência poderão ser transferidos sem nenhuma retaliação.

O Sindicato reafirmou aos representantes do Itaú a sua posição contrária ao novo horário de atendimento praticado pelo banco nas agências de shoppings (Betim-MG e Del Rey-BH), onde os funcionários são obrigados a extrapolar a jornada devido a redução dos postos de trabalho. Cobrou ainda o cumprimento da legislação municipal em Betim que determina que os bancos devem abrir suas agências na cidade a partir das 10 horas. Ratificou que os funcionários não podem firmar acordos aceitando o novo horário, principalmente durante a onda de demissões.

Durante a reunião, o Sindicato ainda questionou o descaso do banco nas negociações com a COE-Itaú (Comissão Organizada dos Empregados do Itaú), em que seriam acordados PCR 2012, Auxilio Educação e PCS,dentre outras propostas apresentadas à direção de RH do Itaú, protocolada em 10 de fevereiro em São Paulo.

 

 

 

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