Foto: Jailton Garcia / Contraf-CUT

O Sindicato participou, nesta segunda-feira, 25, juntamente com a Contraf-CUT e federações, da retomada em 2013 da mesa temática de segurança bancária com a Fenaban. O diretor do Sindicato, Leonardo Fonseca, esteve presente na reunião, na qual foram divulgadas as estatísticas semestrais de assaltos a bancos, o que está previsto na cláusula 31ª da Convenção Coletiva de Trabalho.

Segundo dados da Fenaban, os assaltos a bancos cresceram 19,24% nos últimos dois anos e atingiram 440 ocorrências em 2012 no país. Em 2010, o total havia sido de 369, subindo em 2011 para 422. Estes assaltos, consumados ou não, incluem sequestros e envolvem agências e postos de atendimento bancário. Não estão inseridos ataques a caixas eletrônicos.

Os bancários ressaltaram que, mesmo com o aumento da violência, não houve ampliação dos equipamentos de segurança. Foi exigida maior prevenção por parte dos bancos, com medidas como a instalação de portas giratórias antes do autoatendimento, câmeras internas e externas e monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas e biombos em frente aos caixas.

Na reunião, os representantes dos trabalhadores solicitaram novamente acesso às estatísticas de arrombamentos da Fenaban, bem como números de “saidinha de banco”. Os bancos se recusaram a dar as informações, alegando que isso não está previsto na convenção coletiva e que esses ataques não envolvem “relação de trabalho”, o que foi rebatido pelos dirigentes sindicais. De acordo com os dados do Sindicato, em sua base o número de arrombamentos aumentou em mais de 1000% entre 2011 e 2012.

Os bancários também solicitaram à Fenaban informações sobre o projeto piloto de segurança bancária, a ser testado em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Os bancários apresentaram, em dezembro do ano passado, propostas para a melhoria do projeto dos bancos. A Fenaban respondeu que, por enquanto, não existe prazo para a sua implantação e que ainda é cedo para dizer se o projeto será estendido a todo o país.

Para o diretor do Sindicato, Leonardo Fonseca, o fato de os bancos não divulgarem os dados dos arrombamentos de agências e de caixas eletrônicos sob a alegação de que tais informações não estão previstos na CCT é um equívoco. “Tais ações trazem efeitos diretos para os trabalhadores que, muitas vezes, são obrigados a trabalhar com as suas agências parcialmente destruídas e conviver por dias com os danos provocados. Em alguns casos, os trabalhadores nem mesmo podem trabalhar, devido ao nível de destruição”, afirmou.

Leonardo Fonseca ressalta ainda que “a Fenaban, em nosso entendimento, deveria encabeçar o debate junto aos trabalhadores, seus representantes e a sociedade civil, ampliando a discussão para além da esfera policial para construirmos mecanismos que coibam tais ações”.

A próxima mesa temática será realizada em junho e a pauta dos bancários deve incluir as “saidinhas de banco” e os sequestros de bancários.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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