Fotos: Arquivo Sindicato

Nesta sexta-feira, 6, o Sindicato, representado pelos funcionários do Itaú e diretores, Ramon Peres, Jacqueline Cardoso, Ted Silvino, Paulo Henrique Faria e Kennedy Santos, se reuniu com o banco para cobrar o fim das metas abusivas, do assédio moral e do banco do compensação de horas, além da garantia  de 30 dias de férias. Na mesa, o Itaú foi representado pelo superintendente Edisio Silva, pelos gerentes regionais de agência (GRA), Eduardo Ramos, Luciana Palhares, Beatriz Silveira e Fabiana Amaral, e por Marco Aurélio de Oliveira, Romualdo Garbos, Luis Padilha e Lucia Carneiro, da área de relações sindicais do banco.

O Sindicato tem recebido diversas queixas e denúncias de bancários do Itaú que sofrem com a cobrança abusiva de metas. Os funcionários afirmam que recebem, diariamente, vários e-mails com cobranças e são obrigados a participar de reuniões desgastantes em que  o único tema é o alcance de resultados. Além disso, funcionários denunciam a prática de assédio moral dentro das agências, inclusive casos que foram julgados procedentes pelo Ombudsman do banco com a punição aos responsáveis.

Durante a reunião, os diretores do Sindicato expuseram estes problemas e cobraram que a Superintendência Regional do Itaú ponha fim aos abusos. Os representantes do Itaú se comprometeram a rever as práticas e a realizar uma reunião com os gerentes gerais comerciais (GGC) da região, cobrando um alinhamento da conduta que ponha fim ao assédio moral e mude a forma de cobrança de metas.

Banco de compensação de horas

O Sindicato cobrou também o fim do banco de compensação de horas. Atualmente, o Itaú tem realizado acordos individuais com os funcionários, sem negociar com o Sindicato, o que tem lesado os trabalhadores.

Recentemente, o Sindicato fez denúncia na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego cobrando o fim do banco de compensação de horas.  O principal problema do acordo de compensação está no fato de que as horas a serem compensadas nunca são acordadas com os gestores, o que deixa os funcionários à mercê das decisões dos gerentes.

Os representantes do Itaú, inclusive os GRA, alegaram que esta situação não ocorre em suas regiões, mas se comprometeram a conversar com os gerentes gerais comerciais para verificar o problema e evitar novos casos.

Férias de 30 dias

O Sindicato cobrou do Itaú a garantia de que o bancário possa tirar 30 dias de férias, se esta  for sua vontade, como é garantido por lei. Vários bancários denunciam que planejaram suas férias e, no momento gozá-las, as mesmas foram canceladas sem explicação. Além disso, funcionários têm sido obrigados a tirar somente 20 dias de férias, vendendo os outros 10.

Os representantes do banco se comprometeram a garantir que todos os bancários possam tirar 30 dias de férias, desde que elas sejam planejadas com o gestor.

Condições de trabalho

Durante a reunião, o Sindicato cobrou também que o Itaú tome providências em relação às agências que, constantemente, apresentam problemas no ar condicionado estragado, o que obriga bancários a trabalharem em péssimas condições.

O banco garantiu que, caso alguma agência apresente este problema e não seja possível o reparo imediato, serão adquiridos ventiladores e climatizadores para minimizar a situação.

Demissão

Os representantes dos funcionários cobraram explicações do banco sobre a a demissão da médica do trabalho e o fim deste departamento em Belo Horizonte. Os representantes do Itaú não souberam explicar o fato, mas garantiram que darão uma resposta em breve sobre a situação.

Denunciar é fundamental

O Sindicato alerta que bancárias e bancários que sofram assédio moral ou qualquer abuso por parte do banco devem, imediatamente, entrar em contato com a entidade e denunciar o caso aos diretores para que sejam tomadas as devidas providências.

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