O Sindicato, desde o primeiro caso de contágio de coronavírus no Brasil, tem mantido contato permanente com os representantes dos bancos buscando alternativas de prevenção para evitar a contaminação entre os funcionários das instituições.

Nesta segunda, 16, o Comando Nacional dos Bancários, representado pelos maiores sindicatos de bancários do país, coordenado pela Contraf-Cut, se reuniu com a Fenaban para buscar formas de enfrentar a crise de contaminação, já classificada como pandemia devido à disseminação mundial do vírus.

Leia aqui o resultado da reunião e as providências que serão tomadas pelos bancos.

Diante das decisões discutidas entre Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, foi criado um comitê de crise para acompanhar as orientações das autoridades de saúde e tratar das medidas a serem tomadas pelos bancos, de acordo com a evolução da epidemia.

Ainda assim, os bancários seguem inseguros, pois os bancos continuam cobrando metas abusivas enquanto seus gestores estão em suas salas individuais, com toda a segurança por não terem que conviver com clientes que possivelmente estejam contaminados. Os bancos continuam ainda dificultando o acesso dos funcionários aos meios de liberações e prevenção, como álcool gel, máscaras, luvas, dentre outras formas de prevenção.

O Itaú, por exemplo, deixou à cargo das unidades a aquisição do álcool gel, produto esgotado no comércio de varejo, quando poderia contatar diretamente as indústrias, adquirir no atacado e distribuir para suas agências e departamentos, inclusive a custos menores. Várias agências ainda não conseguiram comprar ou compraram o produto com o grau inferior a 70 graus, que é o mínimo para garantir eficácia.

Para os representantes dos funcionários, isso demonstra total desorganização por parte de um banco que se apresenta como a melhor empresa para trabalhar. Para o Sindicato, não é admissível que o maior banco do hemisfério sul deixe seus empregados expostos à contaminação por falta de um produto que poderia chegar a eles direto das indústrias.

Outra situação muito questionada pelos funcionários do Itaú é se o banco vai liberar aqueles que classificados como grupos de riscos, como por exemplo, as funcionárias grávidas ou portadoras de doenças como diabetes, cardíacas e pulmonares.

Após cobrança de providências imediatas da funcionária do Itaú e diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte, que coordena também o Grupo de Trabalho de Saúde (GT-Nacional Saúde), o gerente de Relações Sindicais do Itaú afirmou que estava entrando em nova reunião para discutir as demandas e reivindicações dos sindicatos. Segundo o banco, as novas decisões serão comunicadas posteriormente.

O Sindicato continuará cobrando providências da direção do Itaú para garantir a saúde dos trabalhadores. Este é um momento em que o banco não deve pensar somente nos lucros ou metas abusivas. Não é hora de lucrar enquanto a população e seus empregados passam por uma crise mundial que pode levar à perda de vidas que valem mais que qualquer resultado financeiro. É hora de valorizar o seu maior bem, o funcionário, responsável pelo que o Itaú representa hoje no país e no mundo.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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