Foi realizada, nesta quarta-feira, 30, reunião entre o Sindicato e a direção do Banco Inter para discutir temas de interesse dos trabalhadores. Recentemente, funcionários foram surpreendidos com o anúncio da não antecipação da primeira parcela de PLR, a cobrança de alguns gestores para o fim do home office, um comunicado sobre o PCPR e novas regras de comissionamento e DSR.

Os trabalhadores foram representados pelo presidente do Sindicato, Ramon Peres, e pelos diretores regionais, Marco Aurélio Alves e Paulo Roberto Barros.

Antecipação da PLR em 2020

Os representantes dos funcionários solicitaram a antecipação de um bônus linear a todos os funcionários no valor de R$ 2.000,00 a serem pagos em 2020, com possibilidade de desconto na segunda parcela de PLR programada para março de 2021.

Pela regra da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o banco que apresenta prejuízo no primeiro semestre fica desobrigado do adiantamento de PLR. Porém, o Sindicato ressaltou que os trabalhadores do Inter se esforçaram no cumprimento das metas e resultados, merecendo reconhecimento.

Os representantes do banco informaram que levarão a demanda do Sindicato e dos trabalhadores ao comitê executivo e que darão resposta em tempo hábil.

Fim do home office

O Sindicato questionou o fato de o Banco Inter anunciar o retorno de todos os trabalhadores às atividades presenciais a partir de 1º de outubro, de forma unilateral, contrariando o bom senso na atual pandemia.

Os representantes do banco alegaram que existe demanda de alguns trabalhadores por esse retorno, mas que a opção ou não de volta dos funcionários estaria condicionada a discussões no comitê de crise, instaurado para debater semanalmente sobre a evolução da pandemia.

O banco afirmou, em mesa, que o home office continua até segunda ordem. O Sindicato cobrou que sejam mantidos os direitos dos funcionários, como a opção espontânea de se manter em teletrabalho, condições especiais para grupos de risco e coabitantes com pessoas do grupo de risco, assim como reembolso do valor do teste de Covid-19 para casos suspeitos.

Informe sobre PCPR 2020

O Sindicato também questionou o Inter sobre informações de que eventual pagamento de bônus, em 2020, ocorreria apenas para cargos de gestão e especialistas.

Representantes do banco admitiram que, por decisão do Conselho Executivo, o programa em questão foi pensado como forma de retenção de talentos e executivos diante do cenário nebuloso para o restante do ano.

O Sindicato destacou que, até a presente data, não houve discussão ou foi apresentada proposta para a PCPR 2020. A entidade também ressaltou que o programa próprio deve pensar na inclusão de todos os funcionários e que as decisões devem passar, obrigatoriamente, por assembleia dos trabalhadores.

Novo modelo de comissionamento

O Sindicato denunciou que o novo plano de comissionamento implementado pelo Inter causou descontentamento de funcionários, que poderão ter redução nos valores que recebem relacionados ao Descanso Semanal Remunerado (DSR).

Segundo o banco, a medida é um reajuste para o aumento das metas e serve para reforçar o protagonismo dos indivíduos, tirando os funcionários de sua “zona de conforto” na busca por novos desafios. Ainda de acordo com o Inter, fica garantido o potencial de ganho dos trabalhadores.

O Sindicato reforçou que é contra mudanças que prejudicam os bancários e que o aumento das metas pode gerar pressão, assédio moral e adoecimento. A entidade cobrou uma nova negociação para que o Inter apresente o novo modelo de comissionamento, a fim de trazer mais transparência e credibilidade sobre as mudanças.

O presidente do Sindicato, Ramon Peres, destacou que os funcionários do Inter podem contar com a entidade na defesa dos seus interesses. “Sempre prezamos pelo diálogo e pelo bom senso nas relações trabalhistas. Levamos ao banco as denúncias que recebemos, sempre garantindo o sigilo dos trabalhadores, e esperamos que o Inter valorize suas funcionárias e seus funcionários, respeitando as demandas apresentadas”, afirmou.

Para Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato, a sindicalização dos trabalhadores é fundamental para fortalecer a luta. “Como nossa categoria é muito grande, é essencial que estejamos organizados por salários dignos, saúde, melhores condições de trabalho, mais direitos, perspectivas de crescimento na carreira, entre outros pontos importantes, principalmente no atual contexto”, explicou.

Paulo Barros, que também é diretor do Sindicato, ressaltou que os desafios atuais exigem união dos trabalhadores. “Quanto mais organizada uma categoria estiver, mais chances de vitória ela terá. Para vencer qualquer luta, é imprescindível que os trabalhadores façam parte de um sindicato forte, representativo e combativo, como é o Sindicato dos Bancários de BH e Região”, concluiu.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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