Após enviar ofício ao Mercantil do Brasil cobrando o reconhecimento do esforço de funcionárias e funcionários para o pagamento do Programa Próprio de PLR, representantes dos bancários se reuniram com o banco nesta quinta-feira, 27 de agosto, para debater o tema. Durante a reunião, o Mercantil foi intransigente e se negou a atender as solicitações dos trabalhadores.

O Sindicato e a Comissão de Organização dos Empregados (COE) foram representados pelos diretores e funcionários do Mercantil Marco Aurélio Alves e Vanderci Antônio. Já o banco foi representado pelos gestores Márcio Ferreira, que é superintendente de Recursos Humanos, Uelque Almeida, gerente de Desenvolvimento de Negócios, e José Mario Bahia, gerente de Benefícios.

No ofício encaminhado ao banco nesta semana, a COE afirma que o balanço semestral do Mercantil, que apresentou resultado positivo de R$ 48 milhões, representa um grande avanço em relação ao mesmo período de 2014, quando houve prejuízo. Porém, apesar de o banco ter afirmado em comunicado interno que houve avanço substancial na gestão das despesas, causou estranheza aos trabalhadores que justamente a meta de redução das despesas operacionais – que é considerada para o pagamento do Programa Próprio de PLR –  não tenha sido atingida.

No documento, os trabalhadores cobram que “o pagamento do adiantamento de 40% da PLR, programado para recebimento em até dez dias úteis após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários, seja considerado em sua totalidade, como se 100% da meta das despesas operacionais fosse cumprida, dessa forma não prejudicando o recebimento dos trabalhadores que tanto se empenharam e contribuíram para o crescimento da empresa”.

Durante a reunião realizada nesta quinta-feira, os representantes do Mercantil negaram as demandas dos funcionários, sob a alegação de que poderiam ter problemas na questão tributária. O banco argumentou que já foram disponibilizadas as estimativas de recebimento dos funcionários, mostrando que o percentual de alcance das despesas administrativas ficou em torno de 60,30%, estando, portanto, fora da premiação estipulada no Programa, que é de 80% a 120% do cumprimento das metas.

De acordo com cláusula especifica da PLR do banco, que foi conquistada pelo Sindicato, está garantido, aos funcionários do Mercantil, o recebimento pela regra mais vantajosa financeiramente, seja pela Convenção Coletiva ou pelo programa próprio.

Para o diretor do Sindicato e coordenador da COE do Mercantil, Marco Aurélio, agindo desta forma, o banco desmotiva os trabalhadores que se desdobram diariamente para o cumprimento das metas de despesas administrativas o banco. “Os funcionários fizeram sua parte na economia das despesas operacionais. Porém, agora serão penalizados por uma conjuntura econômica desfavorável, como o aumento das contas de energia elétrica, que foge da alçada de atuação dos bancários. Faltou a sensibilidade por parte do banco em reconhecer os esforços dos trabalhadores?, afirmou.

Já Vanderci Antônio, que também é diretor do Sindicato, destacou que o Mercantil, mais uma vez, perdeu a oportunidade de reconhecer os esforços feitos pelos seus funcionários para que o banco pudesse economizar nas despesas. “O banco alegou que poderia gerar um passivo em relação aos recolhimentos tributários. Mas, se houvesse mesmo interesse em resolver o impasse, as metas de despesas administrativas poderiam ser alteradas em um adendo ao Programa Próprio já assinado, melhorando o recebimento dos valores dos funcionários relativos à PLR”, enfatizou.

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