Em ofício enviado ao Banco Inter nesta quarta-feira, 22 de abril, o Sindicato cobrou o reembolso dos valores pagos por funcionárias e funcionários com a vacinação contra o vírus influenza (H1N1).

Em duas ocasiões, nos dias 28 de fevereiro e 12 de março, o Sindicato já havia cobrado o Inter para que oferecesse, de forma gratuita, a vacina para os trabalhadores. No dia 12 de março, o banco concordou com a reivindicação e afirmou que a imunização seria implementada em tempo hábil.

Porém, no dia 14 de abril, o Inter enviou comunicado ao Sindicato em que alegou estar com dificuldades para realizar a vacinação dos funcionários devido à indisponibilidade de vacinas. Segundo o banco, não há vacinas para comercialização e, por isso, irá aguardar a volta à normalidade em relação à pandemia para efetuar o programa de imunização dos trabalhadores.

Sendo assim, o Sindicato afirmou que entende as dificuldades, mas reforçou a importância da vacinação principalmente no atual momento de pandemia do coronavírus. A entidade destacou que a vacinação é “uma das principais aliadas que permite promover a saúde ao trabalhador, reduzir os diagnósticos de gripe e suas consequências, evitar a disseminação da doença entre os funcionários e também como forma de facilitar a identificação de eventuais contágios de bancários pelo coronavírus”.

A entidade cobrou que o banco ofereça aos funcionários o reembolso das despesas com a vacina para aqueles que conseguirem se imunizar em laboratórios particulares. No ofício, o Sindicato sugere um teto de R$ 150,00 para este reembolso, que pode ser fornecido aos bancários mediante apresentação de comprovante da despesa/nota fiscal/cupom fiscal, que deverá estar, obrigatoriamente, em nome do colaborador vacinado e com a descrição do produto e serviço prestado.

Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato, ressaltou que a vacinação contra o H1N1 protege de doenças infecciosas e isto evita a transmissão entre os funcionários. “O reembolso de R$ 150 reivindicado pelo Sindicato facilitará a procura de vacinação por esses trabalhadores, tornando-se também fundamental para não sobrecarregar a rede de atendimento, facilitar o diagnóstico do coronavírus e evitar casos em que o novo vírus contamine pessoas já debilitadas pelo influenza. Também é uma forma de atualização vacinal de um segmento significativo dos trabalhadores, que são os bancários”, explicou.

O também diretor do Sindicato, Paulo Roberto Barros, reforçou os benefícios do reembolso e também das ações preventivas de vacinação, tanto para os trabalhadores quanto para a empresa. “Para cada funcionário vacinado, há uma economia para o banco. Podemos deduzir que, para cada real investido em vacinas, provavelmente serão dois reais ou mais de retorno em gastos evitados com afastamento e redução de produtividade. É uma sinergia que beneficia a todos, tanto trabalhadores como o próprio Banco Inter”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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