O Sindicato se reuniu, nesta quinta-feira, 3, com representantes do Santander em Minas Gerais para exigir do banco o fim do processo de demissões que está em curso em todo o Brasil. Além disso, os representantes dos funcionários cobraram o fim das metas abusivas, do assédio moral e da extrapolação de horas extras que vem ocorrendo nas unidades de trabalho.

Representando os funcionários, estiveram presentes o presidente Cardoso, a diretora Eliana Brasil e os funcionários do Santander e também diretores Davidson Siqueira, Fernando Lemos e Wagner dos Santos. Já representando o Santander, participaram o diretor executivo do banco em Minas Gerais, Vladmir Pinas e a superintendente de Atendimento em Minas Gerais, Eliandra Zanini.

Na mesa, os representantes dos funcionários cobraram do Santander o fim do absurdo processo de demissões que está em curso em todo o Brasil, causando apreensão em bancárias e bancários e aumentando, cada vez mais, as pressões sobre os funcionários que continuam no banco. Até junho de 2014, apenas na base de BH, foram registradas 155 demissões.

O diretor executivo, Vladmir Pinas, alegou que o Santander passou por uma reestruturação, como ocorreu em outros bancos, mas que o processo de demissões não terá continuidade.

Em relação ao assédio moral e às metas abusivas, o Sindicato denunciou que gestores têm realizado cobranças diárias através de ligações telefônicas, audioconferências e, inclusive, torpedos de celular, que não são permitidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Além disso, o Sindicato cobrou que o Santander cumpra o acordo que garante que metas não sejam cobradas dos caixas.

Sobre as metas, os representantes do banco afirmaram que cobrarão novamente dos gestores o cumprimento da CCT e dos acordos coletivos. Já em relação ao assédio moral, Vladmir afirmou que todos os casos serão apurados e tratados com rigor.

O Sindicato reafirmou que está atento e que tomará todas as medidas necessárias se forem constatados mais abusos.

Durante a negociação, o Sindicato também exigiu o fim da extrapolação de horas extras que vem ocorrendo nas agências do Santander.

O funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Davidson Siqueira, afirmou que o Sindicato acompanhará a situação das agências e cobrará o cumprimento do que foi acordado na negociação. “Continuaremos lutando contra as demissões e os abusos cometidos pelo Santander. O Sindicato permanecerá  atento e é essencial que bancárias e bancários denunciem qualquer irregularidade. Caso as demissões e pressões continuem, denunciaremos o banco aos órgãos competentes e tomaremos todas as medidas cabíveis”, afirmou.

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