Reforçando a luta contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, o Sindicato foi às ruas, nesta quarta-feira, 22 de maio, para conversar com a população. Em uma tenda instalada na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, a entidade distribuiu uma cartilha informativa e orientou trabalhadores sobre os ataques ao direito de aposentar.

Durante o ato, as pessoas puderam calcular os prejuízos que sofrerão caso a reforma seja aprovada. Por meio do Aposentômetro produzido pela CUT e pelo Dieese, o Sindicato mostrou aos trabalhadores, individualmente, como as mudanças afetarão o tempo de contribuição necessário e os valores a serem recebidos na aposentadoria.

O projeto da Reforma da Previdência (PEC 06/2019) encontra-se, atualmente, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Os parlamentares que integram a Comissão têm até o dia 30 de maio para apresentar emendas à proposta.

“Trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil estão mobilizados para combater o desmonte da Previdência Social. Não aceitamos que destruam nossas conquistas e que ataquem o direito de brasileiras e brasileiros a uma aposentadoria digna. No dia 14 de junho, estaremos unidos para dizer não à reforma da Previdência. Rumo à greve geral!”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Reforma ataca direito à aposentadoria

A reforma que o governo Bolsonaro pretende fazer praticamente acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros, atingindo em especial os trabalhadores rurais e os mais pobres.

Se o Congresso Nacional aprovar o projeto, além da obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, o valor das aposentadorias será drasticamente rebaixado. Para ter acesso ao benefício integral, os trabalhadores e trabalhadoras terão de contribuir por, pelo menos, 40 anos.

BPC

Hoje, é assegurado o pagamento de um salário mínimo para pessoas com deficiência e idosos de baixa renda com mais de 65 anos de idade. É o chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC). Sendo assim, na regra atual, é previsto o pagamento de cerca de R$ 1 mil para estas pessoas.

Com a reforma, o BPC para pessoas idosas será igual ao salário mínimo apenas para aqueles com 70 anos ou mais. Para os idosos com idade entre 60 e 69 anos, haverá um benefício de apenas R$ 400. Para tanto, será exigida a comprovação de que o idoso ou portador de deficiência não possua um patrimônio acima de R$ 98 mil.

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