O Sindicato, juntamente com a Contraf-CUT e federações, se reuniu nesta terça-feira, 13, com a direção do Itaú para discutir a bancarização dos trabalhadores da área de financiamento de veículos, a Fináustria. O funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ted Silvino, esteve presente na negociação. A Fináustria trata-se de um setor do banco que possui 1.829 empregados em todo o país. Em Minas Gerais, são 153 trabalhadores, sendo 126 deles em Belo Horizonte e 27 em Uberlândia.

Na negociação, realizada na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, o superintendente de relações sindicais do Itaú, Marco Aurélio de Oliveira, afirmou que o banco pretende integrar os trabalhadores, que hoje são comerciários, à categoria bancária.

Atualmente, o piso desses trabalhadores gira na média de R$ 900,00 como comerciários. Com a bancarização, passará para R$ 1.648,12, que é o piso da categoria bancária, beneficiando imediatamente mais de 500 trabalhadores da área de financiamentos. Além disso, eles continuarão recebendo as comissões pelo financiamento de veículos.

Pela proposta apresentada, os trabalhadores terão direito à PLR (Participação nos Lucros e Resultados), PCR (Participação Complementar nos Resultados), auxílio-educação, reembolso do combustível ao utilizar automóvel no trabalho e todas as demais conquistas da categoria, que estão na Convenção Coletiva de Trabalho.

A jornada de trabalho também deverá passar a ser de seis horas diárias, e não de oito como ocorre atualmente, o que alcançará cerca de 1.600 trabalhadores. A jornada trabalhada aos sábados será considerada hora extra com adicional de 50% e, aos domingos e feriados, a hora extra terá adicional de 100%. Os trabalhadores também terão direito de folgar um final de semana cheio por mês.

“Agora vamos apresentar a propostas aos funcionários da Fináustria para que eles tomem conhecimento. Também será encaminhado um debate nas federações para que estas analisem o acordo. Posteriormente, nos reuniremos novamente com o banco para dar um retorno sobre o debate nas federações. Finalmente, serão realizadas assembleias por todo país para que o trabalhador decida se aceita ou não esta proposta de bancarização”, afirmou Ted Silvino.

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