Em reunião realizada no dia 19 de março, na sede do BDMG, o Sindicato dos Bancários de BH e Região representado pelos diretores Carlos Augusto (Mosca) e Cleber Wolbert reuniu com os representantes do banco Marcela Amorim Brant (Gerente Geral de RH), Alex Ramon Aladim (Gerente de Relações Trabalhistas) e Luisa Lambi Nogueira Queiroz (Gerente de RH) para discutir a pauta específica do funcionalismo entregue ao banco no dia 13 de dezembro de 2013.
Dentre os pontos discutidos, estão:

Revisão do PCS e homologação do mesmo junto ao Ministério do Trabalho – Os representantes do BDMG afirmaram que este ano não haverá mudança no Plano de Cargos e Salários- PCS e que o banco está focado no modelo de avaliação de desempenho que já está em curso através de um formulário entregue aos funcionários.

Acordo Coletivo de Prevenção de Conflitos no Ambiente do Trabalho – Conquista da Convenção Coletiva de 2011/2012, o banco alega que cumpre esta Clausula através da Lei e do decreto lei que regulamenta a relação ética entre os funcionários e o banco, sendo que o BDMG se dispôs a fazer ajustes no programa, caso necessário.

Acesso do Sindicato nas dependências do banco – Em relação ao livre acesso dos representantes do Sindicato nas dependências do banco, os representantes do BDMG alegaram que por motivo de segurança a entrada dos diretores continuará impedida. O Sindicato ficará autorizado a entregar os jornais e demais informativos na Associação dos Funcionários do BDMG (AFBDMG) que providenciará a sua distribuição aos trabalhadores. O Sindicato não concordou e exigiu o cumprimento da clausula 39ª que dá direito aos diretores da entidade de disporem de um dia para o trabalho de filiação nas dependências da instituição. O Sindicato reivindicou também o retorno do uso do auditório Paulo Camilo proibido pelo banco há mais de um ano, devido às divergências relacionadas a PPR/2012. O banco concordou afirmando que o espaço pode ser demandado normalmente e a sua liberação dependerá da agenda, nos mesmos moldes de todos os eventos realizado no local.

Estabilidade no emprego e a liberação controle de ponto dos diretores da AFBDMG – O banco não concordou com a estabilidade nem com a liberação do ponto alegando que o funcionário do BDMG, não pode ser demitido sumariamente e que não há retaliação do banco em relação a atividade sindical dos representantes dos funcionários.

Horas extras em viagem – O banco afirmou que atualmente o serviço externo com viagem é feito por funcionários com a jornada de oito horas, o que já evita o pagamento de horas extras. Afirmou também que avaliará os casos de funcionários que possuem jornada de seis horas e que façam horas extras em viagem pelo banco.

Discussão imediata do Programa Próprio de Remuneração (PPR) 2014/2015 – O banco apresentou o programa deste ano ao Sindicato afirmando que no geral o PPR/2014 é praticamente o mesmo do ano passado. O Sindicato avaliará o novo programa e convocará uma plenária com os funcionários do BDMG para discutir o PPR/2014/2015.

Para o diretor do Sindicato, Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), a negociação com o banco avançou em alguns pontos, mas várias reivindicações importantes da pauta específicas não foram atendidas. “Por isso, o Sindicato vai continuar organizando e mobilizando a categoria para pressionar e exigir do banco mais avanços nas negociações”, afirmou.

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