Reunião com a Diretoria Regional Minas 2 em 18 de fevereiro

 

Representantes dos bancários do Bradesco se reuniram, nos dias 18 e 19 de fevereiro, em Belo Horizonte, com diretorias do banco para debater demandas dos trabalhadores da base de BH e Região. No dia 18, a reunião foi realizada com o diretor Regional Amadeu Suter Neto (Diretoria Minas 2) e, no dia 19, com a diretora Regional Telma Maria Calura (Diretoria Minas 1).

A categoria foi representada pelos diretores Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Daiane Oliveira da Costa, que é diretora da Fetrafi-MG/CUT, Élcio Chaves, Geraldo Rodrigues, Giovanni Alexandrino, Leonardo Marques, Wander Garcia, Wanderlei dos Santos e Welington Cruz Marinho.

Entre os temas tratados, estavam a cobrança excessiva de metas e assédio moral, fechamento de agências e o Programa de Desempenho Extraordinário (PDE).

 

Reunião com a Diretoria Regional Minas 1 em 19 de fevereiro

 

Cobrança excessiva de metas e assédio moral

O Sindicato cobrou do banco solução imediata para os inúmeros casos de assédio que vêm sendo denunciados por trabalhadores à entidade.

Os representantes dos bancários reforçaram a importância do cumprimento de dois instrumentos conquistados pela categoria e assinados com o banco: o acordo de Sistema Alternativo de Controle de Jornada de Trabalho (ponto eletrônico) e os Mecanismos de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, que tratam do assédio moral e estão previstos na cláusula 53 da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários.

Além do tratamento inadequado por parte de gestores, os bancários denunciam que há casos de humilhação nas unidades de trabalho, inclusive em relação à aparência, assim como ameaças de demissão no caso do não cumprimento de metas.

Outro problema enfrentado se refere às revisões cadastrais que estão sendo realizadas pelo Bradesco. Os trabalhadores são obrigados a preencher longos formulários com os dados de clientes, muitas vezes com perguntas irrelevantes. A situação tem gerado incômodo inclusive para os clientes, devido ao longo tempo gasto, além de prejudicar os trabalhadores que ainda têm outras funções a cumprir.

Os representantes do Bradesco alegaram que isto se deve a uma determinação do Banco Central. Diante da situação, o Sindicato sugeriu alternativas e cobrou aperfeiçoamento do processo, para que não ocupe tanto tempo dos funcionários.

Os diretores do Sindicato cobraram o banco, ainda, sobre a falta de trabalhadores nas unidades, que gera sobrecarga de trabalho. Um agravante para a situação é o número de desligamentos que vêm ocorrendo no Bradesco e, por isso, o Sindicato cobrou o fim das demissões e agilidade nas reposições de funcionários.

Não conformidade

Os diretores do Sindicato voltaram a cobrar o Bradesco sobre os casos de demissão por “não conformidade”, como nos casos de preenchimento de dados ou pós-venda.

Os representantes do banco alegaram que não há demissões por erros de funcionários, apenas por má conduta proposital.

Fechamento de agências

O diretor Regional Amadeu Suter Neto informou que haverá a fusão de duas unidades de trabalho do Bradesco na base do Sindicato: a agência Abrahão Caran com a agência Mineirão.

Os representantes da categoria exigiram a manutenção dos empregos e a realocação de funcionários em todos os casos de fechamento ou fusão de agências.

PDE

O Programa de Desempenho Extraordinário (PDE), que trata de remuneração variável e é uma reivindicação antiga dos funcionários e do Sindicato, será implantado pelo banco a partir de março de 2019.

Os representantes dos bancários cobraram que o PDE seja construído com a participação dos funcionários. “Cobramos que os valores sejam distribuídos de forma justa entre os trabalhadores do Bradesco”, destacou o diretor Giovanni Alexandrino.

Já o diretor Geraldo Rodrigues, que é membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, informou que “já foi solicitada uma reunião nacional com a direção do banco para cobrar mais detalhes e esclarecimentos sobre a implantação do Programa”.

 

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