Reunião realizada no dia 17 de novembro

 

Reunião realizada no dia 23 de novembro

 

Nos dias 17 e 23 de novembro, o Sindicato se reuniu com representantes do Bradesco, em Belo Horizonte, para discutir demandas de funcionários e funcionárias da base de BH e região. Entre os temas abordados, estavam a reposição de bancários que saíram por meio do PDVE, reenquadramento, segurança nos postos de atendimento (PAs), transferências, mobilidade de gerentes e “não conformidade” em atendimentos por telefone.

Na reunião do dia 17, o Sindicato foi representado pelos funcionários do Bradesco e diretores Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Geraldo Rodrigues, Maristela Miranda, Wanderlei dos Santos e Welington Cruz Marinho. O banco foi representado pelo diretor regional Amadeu Suter Neto (Diretoria Minas 2) e por sua assessora Denise Rocha.

Já no dia 23, pelo Sindicato, estiveram presentes os diretores Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Élcio Chaves, Geraldo Rodrigues, Wander Garcia, Wanderlei dos Santos e Welington Cruz Marinho. O banco foi representado pelos diretores regionais José Roberto Guzela (Diretoria Minas 1), com seu assessor Arony Thomáz Pires, e Amadeu Suter Neto (Diretoria Minas 2) com sua assessora Denise Rocha.

PDVE

O Sindicato vem questionando o Bradesco, recorrentemente, em relação à reposição de trabalhadores de agências que saíram do banco por meio do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE). Os trabalhadores têm sofrido com a falta de funcionários nas unidades, com as cobranças excessivas, sobrecarga de trabalho e assédio moral.

Os diretores regionais do banco asseguraram que haverá a substituição de todos os funcionários de agências que aderiram ao PDVE.

Os representantes dos trabalhadores também cobraram a manutenção do departamento Unibrad, responsável pelos cursos realizados pelos funcionários, já que praticamente todos os bancários que trabalhavam no local aderiram ao PDVE. Diante do questionamento do Sindicato, o banco informou que o departamento será mantido e que todos os funcionários que saíram serão substituídos.

Já em relação aos trabalhadores do departamento Bradesco Consignado (5005), localizado na agência Comércio (464), o Bradesco informou que os mesmos serão transferidos para a Agência Rua Espírito Santo (3421), onde funciona o departamento Bradesco Financiamentos de Veículos.

Além disso, os diretores do Sindicato exigiram que o Bradesco faça contratações imediatas para agências que, mesmo sem adesões ao PDVE, já passam por grave falta de funcionários.

Reenquadramento

O Sindicato voltou a questionar o Bradesco sobre o processo de reenquadramento, reinvindicação antiga que visa corrigir injustiças e garantir o pagamento adequado dos bancários de acordo com as funções desempenhadas.

O banco esclareceu que o processo é paulatino e está em andamento. O reenquadramento abrangerá todos os funcionários e funcionárias que ainda recebem abaixo dos valores de referência do Bradesco.

É importante destacar que o Sindicato luta nacionalmente pela valorização dos trabalhadores e pela criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) justo e transparente para todos os funcionários, sendo esta a única forma de solucionar de fato as distorções.

Fechamento e incorporação das agências do HSBC

Os representantes dos bancários também cobraram a garantia do emprego de bancárias e bancários de agências da base de BH e região que eram do HSBC e foram fechadas pelo Bradesco. No dia 17 de novembro, as seguintes unidades foram fechadas: Itabirito, Itaúna, Matozinhos, Pedro Leopoldo, Planalto-BH e Vespasiano.

Diante da cobrança, os representantes do banco afirmaram que os empregos de todos os funcionários destas unidades serão mantidos.

Segurança nos PAs

Em relação à segurança em postos de atendimento (PAs), o Sindicato denunciou que alguns destes locais, que anteriormente funcionavam como agências, ainda contam com caixas eletrônicos mas tiveram a segurança reduzida, expondo funcionários a graves riscos.

O diretor regional Amadeu Suter Neto afirmou que a questão será levada à direção nacional do Bradesco e será negociada com a Comissão de Organização dos Empregados (COE).

Respeito aos trabalhadores

Recentemente, o Sindicato esteve em duas agências do Bradesco em Belo Horizonte para exigir respeito aos trabalhadores.

No dia 23 de outubro, a entidade esteve na agência Érico Veríssimo (6641) para protestar contra a falta de funcionários. A pressão do Sindicato assegurou, no mesmo dia, o compromisso do banco em repor o quadro da unidade.

Já no dia 20 de novembro, o Sindicato paralisou as atividades da agência Prudente de Morais (3436) após o Bradesco transferir uma gerente geral de forma impositiva, sem qualquer conversa com a própria funcionária e contrariando o que o próprio banco havia afirmado em reunião com o Sindicato em agosto deste ano.

Durante a reunião realizada nesta quinta-feira, 23, o Sindicato voltou a questionar o banco sobre a mobilidade de gerentes gerais. Os representantes do Bradesco reafirmaram o seu compromisso de que nenhuma transferência destes bancários será realizada de forma unilateral e sem que haja consenso com o próprio gerente.

Além disso, o Sindicato informou ao Bradesco que recebeu denúncia de que gerentes gerais estavam sendo proibidos de tirar férias no mês de janeiro. Os diretores regionais afirmaram que não existe esta determinação e o Sindicato cobrou que não ocorra mais este tipo de proibição.

Não conformidade

O Sindicato questionou novamente o Bradesco em relação à avaliação pós-venda realizada pelo banco com os clientes. Funcionários seguem apreensivos e com medo de ser demitidos após estes contatos do banco com os clientes, já que nestas situações não é dado sequer direito de resposta ao bancário em relação a atendimentos específicos.

Após o atendimento, o sistema do banco envia um SMS ao cliente solicitando avaliação sobre a qualidade do atendimento e também pergunta se houve ou não o contato.

Os representantes do banco explicaram que não há demissões por “não conformidade”, casos em que há apenas avaliação do cliente sobre a qualidade do atendimento. Segundo o Bradesco, o que pode levar à demissão é o fato de o bancário afirmar que realizou o contato com um cliente sem que tenha realmente realizado.

O Sindicato voltou a cobrar que não haja constrangimento e ameaças no processo de avaliação. Os trabalhadores destacaram que o banco não pode submeter o cargo de um funcionário à resposta de um simples SMS, que pode inclusive ter sido enviado a um número errado ou desatualizado.

Trabalhadores na Paraíba

Os representantes dos bancários solicitaram informações do Bradesco sobre a situação de funcionários da base de BH e região que foram trabalhar temporariamente na Paraíba como força-tarefa em decorrência do banco ter assumido as contas da Prefeitura de João Pessoa. O Sindicato cobrou que o compromisso assumido pelo banco de garantir o retorno destes trabalhadores para visitar suas famílias, de 15 em 15 dias, seja cumprido.

Os diretores do Bradesco afirmaram que foi fechado um acordo com o Sindicato dos Bancários da Paraíba que assegura, no momento do retorno definitivo a Minas Gerais, uma semana de folga aos trabalhadores que preferirem não voltar a cada 15 dias.

Os bancários que foram para a Paraíba temporariamente trabalham de segunda a sábado e o Bradesco garantiu, também, que todas as horas extras estão sendo pagas.

Defesa dos trabalhadores

O Sindicato segue em luta para impedir abusos e defender o emprego de trabalhadoras e trabalhadores do Bradesco. A entidade reforça que continuará cobrando o banco em relação às questões tratadas nas reuniões e outros problemas que possam ser denunciados.

 

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