Na quinta-feira, 25 de abril, o Sindicato marcou presença na 96ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), em Brasília, através do diretor Leonardo Fonseca, que representou também a Fetraf-MG. No encontro, a Polícia Federal multou 16 bancos em R$ 5,579 milhões por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário. As instituições financeiras foram punidas em processos abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), em razão do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e de normas de segurança.

As principais irregularidades cometidas pelos estabelecimentos foram número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados, transporte de numerário feito por bancários, inauguração de agências sem plano de segurança aprovado pela PF e cerceamento da fiscalização de policiais federais, dentre outras itens. Houve também aplicação de multas e penalidades contra empresas de segurança, vigilância, transporte de valores e cursos de formação de vigilantes.

O campeão de multas foi o Banco do Brasil com R$ 2,130 milhões, seguido pelo Santander com R$ 1,064 milhão, Itaú com R$ 876 mil, Bradesco com R$ 776 mil, Caixa com R$ 315 mil e HSBC com R$ 150 mil.

Veja o montante de multas por banco:

Banco do Brasil – R$ 2.130.454,83
Santander – R$ 1.064.715,05
Itaú Unibanco – R$ 876.870,54
Bradesco – R$ 776.293,54
Caixa – R$ 315.699,32
HSBC – R$ 150.749,98
Banestes – R$ 54.979,92
BMB – R$ 47.885,56
Banrisul – R$ 46.114,90
BNB – R$ 35.471,77
BRB – R$ 26.603,56
Intercap – R$ 14.187,65
Schain – R$ 14.187,65
Citibank – R$ 10.642,06
Alfa – R$ 10.642,06
Bonsucesso – R$ 3.902,05

Total – R$ 5.579.400,44

A CCASP é integrada por representantes do governo, trabalhadores e empresários. A Contraf-CUT representa os bancários. Já a Febraban é a porta-voz dos bancos. A reunião foi presidida pelo delegado Lucínio de Moraes Netto, que comunicou a saída do delegado Clyton Eustáquio Xavier da Coordenadoria-Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP), em função da nomeação para a Superintendência da PF em Santa Catarina.

Os trabalhadores criticaram o descaso dos bancos que até hoje não cumprem legislação de segurança que está completando 30 anos. Foi citada, especificamente, a implantação de horário estendido em agências do Itaú, o que traz ainda mais riscos para bancários, vigilantes, clientes e usuários das unidades de trabalho.

Recursos não faltam aos bancos para investir mais em segurança. Segundo estudo do Dieese, os seis maiores bancos do país lucraram R$ 51,3 bilhões em 2012, enquanto as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,1 bilhões, o que representa uma média de 6,1% em comparação com os lucros.

Os bancários citaram as discussões sobre o projeto de lei do estatuto de segurança privada, que visa atualizar a lei federal nº 7.102/83. Foi cobrado que a nova legislação amplie equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros.

Ao final da primeira reunião da CCASP em 2013, foi entregue ao delegado Lucínio a 4ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, que apontou um total de 2.530 ocorrências em 2012, entre assaltos e arrombamentos, um crescimento alarmante de 56,89% em relação a 2011.

“Novamente os bancos foram punidos por usarem ilegalmente bancários para transporte de valores, o que é inaceitável. As multas só não foram maiores porque continua vigente a Mensagem nº 12/2009, da PF, que flexibiliza a rendição do vigilante no horário de almoço, fragilizando a segurança”, salientou o diretor do Sindicato e representante da Fetraf-MG, Leonardo Fonseca.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

Compartilhe: