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Buscando defender o emprego e os direitos de funcionárias e funcionários do Bradesco, o Sindicato se reuniu com representantes do banco, no dia 26 de agosto, na agência Centro do banco, em Belo Horizonte, para tratar de temas como assédio moral, segurança, metas, incorporação de agências, entre outros.

Representando os bancários, estiveram presentes a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, e os diretores Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Élcio Chaves, Geraldo Rodrigues, Leonardo Marques, Paulo Henrique Correa (Capela) e Wander Castro. Já o Bradesco foi representado pelo diretor regional Amadeu Emilio Suter Neto, pela assessora regional Denise Rocha e pela representante de Recursos Humanos da Matriz do banco, Priscilla Back Mosca.

Assédio moral e metas abusivas

O Sindicato segue recebendo denúncias de assédio moral e cobranças por metas abusivas em agências do banco, inclusive com a cobrança de “plus” sobre metas pré-estabelecidas. Os representantes dos bancários cobraram que o Bradesco cumpra os acordos assinados com a categoria.

Na reunião, os trabalhadores destacaram especificamente a 56ª cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que trata do Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, e a 57ª cláusula, que institui o Programa de Desenvolvimento Organizacional para a Melhoria Contínua das Relações de Trabalho, regulamentado e assinado pelo Bradesco em fevereiro deste ano.

Metas de caixas

Durante a reunião, o Sindicato exigiu o fim da cobrança de metas dos caixas, que segue ocorrendo em algumas unidades. Os representantes dos funcionários cobraram que o banco oriente gerentes contra esta prática.

Além disso, os trabalhadores denunciaram que algumas agências estão funcionando com apenas um caixa para atendimento, inclusive para o atendimento preferencial, o que tem gerado insatisfação e reclamações por parte dos clientes. O Sindicato exigiu que o Bradesco adeque o número de funcionários nestas unidades, contratando mais bancários para que não haja sobrecarga de trabalho para os caixas.

Barba

O Sindicato reafirmou que não aceitará discriminação contra funcionários que usam barba, já que não há regra específica ou normativo do Bradesco que proíba seu uso.

Apesar de o banco insistir na alegação de que os funcionários não usam barba por preferências pessoais, o clima nas unidades de trabalho diz o contrário.

Segurança

Em 2016, o Sindicato se tornou assistente do Ministério Público do Trabalho (MPT) em ação que obriga o Bradesco a instalar vidros blindados e portas giratórias com detectores de metais em todas as agências, em respeito à Lei Estadual 12.971/1998.

O Sindicato vem fiscalizando as unidades e constatou que algumas delas ainda funcionam sem estes equipamentos. Por isso, os representantes dos bancários cobraram, durante a reunião, o cumprimento da legislação e a instalação destes equipamentos de segurança.

O Bradesco ficou de dar resposta ao Sindicato sobre a questão.

Incorporações de agências

Os representantes dos funcionários cobraram do Bradesco informações sobre a incorporação de unidades de trabalho a outras agências. Apesar de o banco ter afirmado que a incorporação seria realizada e que as atividades das incorporadas se encerrariam a partir do dia 17 de junho, as unidades continuaram funcionando.

De acordo com o Bradesco, as agências da base de BH e região que haviam sido informadas ao Sindicato não serão mais incorporadas, continuando a funcionar normalmente. O banco ressaltou que somente na agência 1162-2 Hiper Minas Urb BH houve mudanças e a unidade se transformou em um posto de atendimento.

Pré-atendimento

Os representantes dos trabalhadores denunciaram que, em várias agências do Bradesco, os funcionários que desempenham a função de pré-atendimento não foram qualificados para os cargos e também têm sofrido com a sobrecarga de trabalho.

O banco afirmou que a orientação para as agências é de que o funcionário designado para o pré-atendimento deve ser aquele com maior conhecimento sobre os serviços prestados. Isto seria feito para garantir a adequação ao perfil do cargo, que é voltado à prestação de informações e orientações aos clientes.

Sindicato segue atento

Para Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), que é funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, foram discutidas questões fundamentais para os funcionários. “Esperamos que o Bradesco cumpra sua palavra, principalmente em relação à cobrança de metas e ao assédio moral que tanto atormenta os bancários. Estaremos de olho e pedimos aos funcionários que fiquem alerta para denunciar, através dos canais do Sindicato, qualquer abuso ou descumprimento das questões negociadas com o banco”, afirmou.

Bancárias e bancários podem denunciar assédio moral de forma sigilosa através do site do Sindicato, na seção Serviços – Assédio Moral: Denuncie, através do Fale Conosco ou diretamente com os diretores da entidade.

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