Após denunciar as demissões no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foi realizada uma reunião entre o Sindicato e o Itaú no dia 19 de dezembro de 2016 que abriu espaço para negociação entre os representantes dos funcionários e o banco sobre as demissões que se intensificaram nos últimos meses.

Na reunião, o Sindicato ressaltou que o processo de demissões no Itaú se intensificou após a Campanha Salarial dos Bancários e que, devido aos os lucros exorbitantes que o banco vem obtendo, não há motivos para demissões. Os representantes do Itaú afirmaram que o aumento do número de demitidos ocorreu porque havia uma demanda represada justamente por causa da campanha salarial. Segundo os representantes do banco “as demissões ocorrem em função da performance dos funcionários” e afirmaram “que ocorreram contratações”.

Para o Sindicato, esta relação entre demissões e contratações, o chamado Turnover, é prejudicial ao emprego bancário, já que não há motivos para o Itaú demitir em função dos resultados expressivos que a instituição financeira tem ano após ano. O Sindicato destacou ainda que quem constrói todo o fabuloso resultado do banco são os funcionários que trabalham sobre uma pressão extrema para atingir a pontuação exigida no Programa AGIR.

Na mesma reunião o Ministério do Trabalha e Emprego (MTE) exigiu que o Sindicato e o banco busquem a negociação para construir um caminho com o objetivo de preservar o emprego do trabalhador bancário no Itaú. Para isso foi encaminhado um processo de negociação que visa a construção de propostas sobre a questão.

Confira:

– Até dia 06/01/2017, o Sindicato deverá encaminhar propostas contra as demissões ao banco.

– Dia 13/01/2017, haverá reunião entre o Sindicato e o banco para discutir essas propostas.

– Dia 30/01/2017, haverá nova reunião entre o Sindicato e o banco no MTE.

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