Diante do grande número de demissões que vêm sendo promovidas pelo Itaú em todo o Brasil, o Sindicato protocolou, no dia 22 de novembro, denúncia contra o banco junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com a atuação do Sindicato, uma primeira mesa de negociação entre representantes dos funcionários e do banco já foi agendada para o dia 19 de dezembro.

Apesar dos lucros bilionários que continua obtendo todos os anos, o Itaú segue demitindo. Entre janeiro e setembro de 2016, o banco lucrou R$ 16,3 bilhões. Porém, em um período de 12 meses, foram fechados 2.753 postos de trabalho. Isto contribui para a crise vivida no país, sobrecarrega aqueles que continuam nas agências e piora o atendimento prestado à população.

Além disso, com a justificativa de melhorar seu índice de eficiência e seus lucros, o banco vem encerrando agências físicas e centralizando o atendimento em plataformas, as chamadas agências digitais.

Diante desta grave situação, o Sindicato tem realizado atos e paralisações, além de cobrar reuniões para negociar com o banco. O banco, porém, tem agido com descaso diante das reivindicações dos trabalhadores e, por isso, o Sindicato fez a denúncia junto ao MTE.

O objetivo é cobrar o fim das demissões e explicações do banco. Desde meados de 2015, o Itaú tem aterrorizado seus funcionários e funcionárias com declarações em que afirma pretender cortar até 30 mil empregos em um período de 10 anos. O banco tem demonstrado pressa nestas demissões, como comprovam os números apurados pelo Dieese em 2016.

O Sindicato destaca que, diante dos lucros exorbitantes, não há justificativa para que o Itaú promova tantas demissões, contribuindo para o aumento do desemprego no Brasil através de sua política gananciosa. Um banco que patrocina políticos e esportes, além de gastar milhões com publicidade, deve ter responsabilidade social com o emprego e o bem-estar de seus funcionários.

Em muitos casos, o banco tem inclusive demitido ilegalmente trabalhadores doentes, em tratamento de saúde, ou mesmo em período pré-aposentadoria. Nestas situações específicas, o Sindicato também tem atuado para garantir a reversão dos desligamentos e para assegurar que bancárias e bancários tenham seus direitos respeitados.

O Sindicato continua mobilizado e seguirá denunciando o banco à população e aos órgãos governamentais competentes até que o Itaú recue de sua política perversa e coloque fim a este processo nacional de demissões.

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