Já virou pesadelo a rotina de reestruturações recorrentes no Banco do Brasil, com fechamentos e centralizações de unidades, trazendo inúmeros transtornos e insegurança a centenas de trabalhadores que acabam por perder suas funções e postos de trabalho nas regiões onde estão estabelecidos com suas famílias.

Dessa vez, as mudanças são na Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais (Dirao)/Gerat. Diversos sindicatos no país têm recebido denúncias sobre as consequências oriundas dessa reestruturação e que unidades e postos de trabalho serão fechados em vários locais.

A Contraf-CUT reivindicou abertura imediata de discussões para debater a questão em ofício enviado ao BB nesta sexta-feira 5. Veja aqui o ofício.

Além da redução de 132 vagas na estrutura geral da Dirao/Gerat, o banco fechou, em várias partes do país, as unidades Gerats e não será fácil realocar centenas de bancários sem que eles tenham prejuízos em seus salários e rotinas de vida.

O Sindicato, representado pedos diretores Matheus Coelho e Wagner Nascimento visitaram a Gerat para obter mais informações sobre a reestruturação. No caso de Belo Horizonte, o novo modelo da Gerat também atinge os funcionários do antigo Núcleo de Veículos, que passaram por enxugamento de quadro há menos de um ano.

Também há uma questão que os representantes dos trabalhadores consideram um descumprimento do que o próprio banco afirmou quando implantou, em janeiro de 2013, o novo plano de funções comissionadas. O BB afirmou que não iria forçar a adesão de bancários das funções gratificadas de 8h a migrarem para as novas de 6h, com redução de salários.

Porém, para que o banco cumpra o que disse, as dezenas de assistentes A que estavam na antiga estrutura da Dirao/Gerat devem ter condição de manter sua opção de 8h na nova estrutura. Caso contrário, o banco teria afirmado uma coisa aos funcionários e estaria fazendo outra com a reestruturação dessa área-meio, extinguindo centenas de vagas de assistentes A de 8h e oferecendo-os a “opção” de migrarem para as novas vagas de Assistente de Negócios de 6h, com redução de salários (entre R$ 600 e R$ 1.000 a menos) ou ficarem sem a comissão.

Para o funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato, Matheus Coelho, a nova reestruturação traz enormes prejuízos aos bancários em Belo Horizonte e outros locais de Minas Gerais. “Há uma grande redução de vagas e muitos assistentes e gerentes correm risco de perder suas comissões ou serem obrigados a migrar para o novo plano de funções, o que também causará prejuízo. Novamente, o Banco do Brasil fecha setores e migra outros sem pensar na realocação e manutenção dos salários dos funcionários”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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