O Sindicato se reuniu com a direção do Banco Inter, no dia 12 de março, para debater questões de interesse dos funcionários. Em pauta, estiveram temas como o atraso no pagamento da PLR, vacinação contra influenza para funcionários, desvio de funções/PCS e programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra bancárias.

O Sindicato foi representado pela presidenta Eliana Brasil, e pelos diretores Marco Aurélio Alves, Paulo Barros e Élcio Chaves, com assessoria jurídica do advogado Italo Nicoliello. Já o Banco Inter foi representado pelas superintendentes Thaís Lemos, Nayara Lopes e Graziela Sá.

O Sindicato questionou o banco sobre a comunicação referente ao atraso de dois dias no pagamento da PLR. Para os representantes dos trabalhadores, o comunicado interno não foi condizente com a realidade. Ou seja, o atraso no pagamento ocorreu exclusivamente por causa de ajustes internos necessários pelo próprio Banco Inter.

O Sindicato destacou que apenas concordou com o atraso de um dia, pois havia garantia do banco de que os valores a serem recebidos pelos bancários seriam majorados. Houve, inclusive, intervenção direta da Fenaban para que o prazo de um dia fosse estendido para esses ajustes, o que não foi respeitado pelo Inter.

As representantes do banco se desculparam em mesa e justificaram que o prazo de dois dias para o reajuste nos valores foi necessário e que foi garantida a distribuição de mais R$ 2 milhões para os funcionários. Segundo o Inter, foi distribuído um percentual de 19% do lucro líquido para os trabalhadores. O banco reforçou que todos os valores de PLR e PCPR foram pagos acima do estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que esbarra na limitação de distribuição de 15% do lucro.

O Sindicato também denunciou que os bancários não entenderam o motivo de os valores de PCPR e PLR serem pagos com a mesma rubrica na folha de pagamento. As representantes do banco garantiram que esse critério será revisto no próximo acordo a ser assinado com o Sindicato em relação ao PCPR.

Ficou também acertado que o Sindicato aguardará novo comunicado do Banco Inter esclarecendo os funcionários sobre o real motivo do atraso no pagamento de PLR e as providências que foram tomadas nesse sentido.

Programa de vacinação contra o Influenza e medidas contra coronavírus

Em mesa, o banco anunciou que será oferecido a todos os funcionários, de forma gratuita, um programa de vacinação ocupacional e imunização contra o vírus da gripe (influenza).

A solicitação já havia sido feita pelo Sindicato a favor dos trabalhadores, como forma de prevenir a proliferação de doenças transmissíveis e beneficiar a qualidade de vida dos funcionários, assim como já ocorre em outros bancos da base territorial de BH e região.

Para Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato, valeu todo o esforço e mobilização para que o Inter oferecesse o benefício da vacinação para seus funcionários. “É uma conquista da categoria bancária e também uma clara demonstração de sinergia, onde funcionários e o próprio banco se beneficiam com a melhoria na qualidade de vida e, consequentemente, no clima organizacional. Também esperamos do Banco Inter a adoção de medidas preventivas e eficazes contra o avanço do coronavírus, posto que, pela grande concentração de bancários na sede do banco, torna-se urgente a implementação de cuidados extras para o não contagio desses trabalhadores”, afirmou.

Desvio de funções/PCS

O Sindicato relatou, em mesa, que vem recebendo diversas denúncias de bancários do Banco Inter sobre desvio de assistentes desempenhando função de analistas de processos, sem a remuneração devida. Os representantes da categoria solicitaram ao banco a designação de todas as funções desempenhadas por funcionários e também as remunerações equivalentes.

O Inter se defendeu alegando que possui política de Cargos e Salários e que cada função é desempenhada de acordo com permissões através de senhas específicas. Segundo o banco, a planilha com as informações será disponibilizada em breve para o Sindicato.

Para Élcio Chaves, diretor jurídico do Sindicato, é essencial que os trabalhadores do Inter procurem e se associem ao Sindicato, para se protegerem de eventuais abusos cometidos pelo banco. “Bancárias e bancários associados contam com Assessoria Jurídica gratuita nas consultas e também em possíveis demandas trabalhistas. Na hora em que mais precisar, o Sindicato estará ao seu lado. Por isso, sindicalize”, destacou.

Bancárias terão apoio contra violência doméstica

Na reunião, os representantes dos trabalhadores discutiram com o Inter o termo aditivo à CCT que dá as diretrizes para a criação de um programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra bancárias, garantindo também apoio àquelas que forem vítimas. O acordo foi assinado no dia 11 de março em São Paulo.

Por reivindicação da categoria bancária, a proposta vinha sendo negociada desde março de 2019. Na reunião de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, ocorrida em fevereiro de 2020, os bancos, entre eles o Inter, aceitaram a criação do programa.

Para Eliana Brasil, presidenta do Sindicato, todos os dias os noticiários estampam notícias sobre a violência praticada contra as mulheres em suas próprias casas. “As bancárias não estão imunes a este tipo de violência. Por isso, é muito importante a iniciativa, assim como a mobilização do movimento sindical e da categoria nesse momento”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

Compartilhe: