Nesta quinta-feira, 17 de agosto, o Sindicato se reuniu com representantes do Bradesco, em Belo Horizonte, para tratar de questões ligadas aos funcionários e às unidades de trabalho. Na pauta, estavam o fechamento de agências em Belo Horizonte, o PDVE e seus impactos, assédio moral, metas abusivas e mobilidade.

Os bancários foram representados pelos funcionários do Bradesco e diretores do Sindicato, Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Élcio Chaves, Geraldo Rodrigues, Giovanni Alexandrino, Maristela Miranda, Wander Garcia e Wanderlei dos Santos. Já o banco foi representado pelo diretor Regional José Roberto Guzela (Diretoria Minas 1) e por seu assessor Arony Thomáz Pires.

Fechamento de agências em Belo Horizonte

Os representantes dos bancários cobraram informações do Bradesco sobre o fechamento de agências que vem ocorrendo em todo o Brasil.

O diretor Regional do Bradesco informou que, em Belo Horizonte, devem ser afetadas duas agências deficitárias. Uma na região do Luxemburgo, que será unificada com a agência Prudente de Morais, e a agência Alfredo Balena, que transferirá suas atividades para o prédio da rua dos Otoni, onde até então funcionava a agência São Lucas, ex-HSBC, que será fechada.

O Sindicato cobrou do banco a garantia do emprego dos funcionários destas unidades e o diretor Regional garantiu que não haverá demissões, mas sim a realocação de bancários.

PDVE e seus impactos

Os trabalhadores também manifestaram preocupação diante do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) e seus impactos, como a sobrecarga de trabalho nas unidades causada pela falta de funcionários. A situação em todo o país é crítica e, mesmo com o lucro de R$ 9,352 bilhões no primeiro semestre de 2017, as condições de trabalho vêm piorando.

Além disso, apesar do caráter voluntário do Programa, não faltam boatos nas unidades de que quem não aderir está jogando fora sua última chance de sair “com dignidade” do banco.

Os representantes dos bancários cobraram respeito aos trabalhadores e que a saída de funcionários através do PDVE não prejudique aqueles que continuam no banco com a falta de pessoal nas agências.

Assédio moral

Ainda na reunião desta quinta-feira, os bancários destacaram que, além do PDVE, demissões continuam ocorrendo no banco. Segue grande também o volume de denúncias de assédio moral, sobrecarga, imposição de metas abusivas e desvios de função.

O Sindicato criticou as cobranças feitas pelas regionais aos funcionários, muitas vezes com ameaças e truculência. Outro problema é o chamado “plus”, que redistribui metas entre agências e tem gerado sobrecarga para os trabalhadores.

Os representantes dos funcionários cobraram ainda que o Bradesco tenha mais agilidade na apuração das denúncias de assédio moral.

Mobilidade

Os representantes dos bancários destacaram que o Bradesco continua pressionando funcionários para que aceitem ser transferidos para locais muito distantes, inclusive com ameaças de demissão dos trabalhadores que não concordam com a transferência.

O diretor Regional do banco afirmou que não haverá mais imposição rígida e que está sendo adotada uma prática de conversa com os funcionários, com bom senso e razoabilidade em relação à distância dos locais para os quais os bancários são transferidos.

Para o funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), é fundamental que funcionárias e funcionários participem da luta contra os abusos. “É através de denúncias e de pressão que conseguimos impedir que o banco persista em práticas abusivas. Por isso, é essencial que os trabalhadores denunciem as irregularidades ao Sindicato e também que participem das atividades e da mobilização”, afirmou.

 

 

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