O Sindicato promoveu, nesta terça-feira, 23 de abril, reunião com os representantes sindicais de base do Banco do Brasil para debater sobre a proposta da Cassi. O evento foi realizado na sede do Sindicato e contou com a presença de 22 representantes sindicais.

O coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do BB, Wagner Nascimento, e a representante da Fetrafi-MG/CUT na Comissão, Luciana Bagno, ambos diretores do Sindicato, participaram das negociações com o banco e falaram sobre a proposta aos presentes.

O Sindicato defende a aprovação da proposta, que ainda não tem data para ser colocada em votação. As negociações com as entidades representativas de funcionários da ativa e aposentados vinham acontecendo desde o final de janeiro, tendo Wagner Nascimento como coordenador.

“A proposta é fruto de negociação em uma conjuntura política adversa, em que o governo empossado em janeiro anuncia a privatização de ‘tudo o que for possível’ e não mede esforços para destruir a Previdência Social, cortar direitos trabalhistas, atacar sindicatos e organizações sociais e sucatear os serviços públicos. Diante de tantos ataques, a Contraf-CUT e as entidades representativas priorizam, neste momento, a sobrevivência da Cassi para, quando houver conjuntura mais favorável, conseguir novos avanços e incorporar novos direitos, afirmou Wagner.

Para Luciana Bagno, “é de suma importância que os nossos representantes sindicais estejam bem informados acerca da proposta que estamos defendendo e da importância da sua defesa. A Cassi é uma das maiores conquistas dos funcionários do Banco do Brasil. A nossa luta pela preservação da Cassi, nesse momento de ameaças e retiradas de direitos, é fundamental e tem que se dar de maneira responsável e transparente”.

Veja os pontos centrais da proposta:

– Mantida a relação contributiva: BB 60% e associados 40% até 2022. A parte do banco no custeio contemplará 4,5% sobre a folha de pagamento de ativos e aposentados, 3% para cada dependente de funcionário ativo, mais 10% sobre as contribuições dos ativos a título de taxa de administração, retroativos a janeiro de 2019;

– A parte dos associados da ativa no custeio será de 4% sobre as verbas salariais, mais 1% para o primeiro dependente, 0,5% para o segundo e 0,25% a partir do terceiro, com piso de R$ 50,00 e teto de R$ 300,00 por dependente;

– A parte dos aposentados e pensionistas no custeio será de 4% sobre a soma dos benefícios do INSS mais Previ, acrescido de 2% para o primeiro dependente, mais 0,5% a partir do segundo dependente;

– Fica mantida a mesma forma de custeio para os atuais funcionários ativos e aposentados;

– O Plano Associados será reaberto e os novos funcionários admitidos deste 01/01/2018 podem manter a Cassi após a aposentadoria, desde que assumam o pagamento da parte pessoal e patronal;

– Será instalada mesa de negociação para integrar à Cassi os funcionários dos bancos incorporados em até 30 dias a partir da aprovação do novo Estatuto;

– Não altera o modelo de governança no Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Diretoria. Não se aplica voto de minerva nos conselhos em nenhuma matéria;

– As diretorias dos eleitos e dos indicados permanecem com as mesmas atribuições, com duas alterações: a parte de atuária é dividida entre a Diretoria de Finanças (indicada) e a atual Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes (eleita). Fica estabelecido voto de qualidade para o Presidente somente para algumas questões operacionais de competência exclusiva da Diretoria. Não pode ser usado voto de minerva para alterar direitos, benefícios, regulamentos, estatutos, dentre outras questões.

 

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